Governo francês atribui onda de violência à extrema esquerda e reforça segurança
Governo francês atribui onda de violência à extrema esquerda e reforça segurança
Autoridades francesas acusaram grupos da extrema esquerda de planejar ações insurrecionais durante a onda de violência que atingiu o país no último fim de semana. Nesta terça-feira (20), os primeiros suspeitos envolvidos nos episódios mais graves começaram a comparecer à Justiça, enquanto o governo ampliou as medidas de segurança para conter novos confrontos e saques.
Os atos de violência registrados no sábado incluíram confrontos nas ruas, incêndios em prédios públicos e invasões de estabelecimentos comerciais. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, afirmou que pequenos grupos da extrema esquerda teriam organizado ações violentas em diferentes localidades. Entre os casos citados está o incêndio da prefeitura de Limoges. Um homem de 34 anos, conhecido pelas autoridades por supostas ligações com a extrema esquerda, foi detido sob suspeita de participação no episódio.
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A crise também provocou disputas políticas. Representantes da direita e da extrema direita criticaram a atuação do governo, enquanto setores da esquerda cobraram respostas às reivindicações dos manifestantes que protestaram pacificamente contra o alto custo de vida. Para evitar novos episódios de violência, as autoridades decretaram toques de recolher em bairros de Paris e de outras cidades. Lecornu também anunciou um reforço policial para o próximo sábado (24), quando estão previstos novos protestos convocados por movimentos sociais e estudantes.
Segundo o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, mais de 2,5 mil pessoas haviam sido detidas, das quais 123 estavam presas, aguardando julgamento ou cumprindo condenações iniciais. Entre os primeiros casos julgados está o de um trabalhador temporário de 21 anos, condenado a dois meses de prisão. Vídeos encontrados em seu celular mostrariam tentativas de lançar artefatos incendiários durante os protestos. Paralelamente, a polícia utiliza gravações divulgadas nas redes sociais para identificar suspeitos de saques e outros crimes.
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