Flávio teria fugido para os EUA e planeja pedir asilo político para Trump
Decisão de deixar o país teria sido tomada após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinar o recolhimento dos passaportes
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil com a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas, com destino aos Estados Unidos, numa operação organizada às pressas por um grupo restrito de aliados brasileiros e norte-americanos. Segundo relatos de pessoas próximas ao político, a viagem ocorreu dois dias depois da derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o objetivo seria evitar possíveis consequências judiciais no Brasil.
A saída do senador foi confirmada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) a pelo menos dois aliados, segundo informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, Flávio deverá chegar ao território norte-americano na tarde desta terça-feira (27) e pretende apresentar um pedido de asilo político ao governo de Donald Trump.
A operação teria sido organizada de última hora, com a participação de um grupo restrito de pessoas, para evitar fugas de informação. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a negar que Flávio tivesse fugido.
A decisão de deixar o país teria sido tomada na segunda-feira (26), depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano do senador, que possui cidadania do país europeu.
Nesta terça, a PF cancelou o documento brasileiro de Flávio após o alegado incumprimento da decisão judicial. Segundo as informações divulgadas, as autoridades também emitiram um alerta para monitorizar as fronteiras. Entretanto, o passaporte italiano continuaria válido, o que poderá ter facilitado a saída do país.
Flávio é alvo de investigações relacionadas com suspeitas de lavagem de dinheiro e outros possíveis crimes no âmbito dos casos do Banco Master e dos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A partir de fevereiro, com o fim do seu mandato de senador pelo Rio de Janeiro, perderá o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF).
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