PCDF investiga fraude de R$ 3 milhões em cartões de crédito e prende oito suspeitos
Operação Nêmesis cumpriu mandados no DF e na Bahia; investigação aponta que cerca de 400 cartões foram usados em transações não autorizadas entre janeiro e julho de 2025
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29/10), a Operação Nêmesis para investigar um grupo suspeito de praticar fraudes eletrônicas. A ação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), cumpriu oito mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão em Brasília, Salvador e Itabuna, na Bahia.
De acordo com a investigação, entre janeiro e julho de 2025, os envolvidos teriam realizado transações eletrônicas sem autorização utilizando dados de aproximadamente 400 cartões de crédito de clientes de uma instituição financeira cooperativa. O prejuízo estimado é de R$ 3.016.778,07. Conforme a apuração, uma então funcionária da instituição teria acessado indevidamente o sistema responsável por gerar códigos de autenticação de compras e repassado as informações a outros integrantes do grupo no Distrito Federal e na Bahia.
Ainda segundo a PCDF, os valores obtidos com as operações eram recebidos por estabelecimentos comerciais, distribuídos por meio de contas utilizadas como intermediárias e posteriormente repartidos entre os suspeitos. Parte dos recursos teria sido convertida em criptoativos. Além das medidas de prisão e busca, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de veículos dos investigados até o limite do prejuízo apurado e a suspensão das atividades das empresas que teriam sido usadas no esquema.
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Mais de 60 policiais civis participaram da operação, que contou com apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia (PCBA). Os investigados poderão responder por furto mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas máximas somadas chegam a 21 anos de reclusão. As investigações continuam para analisar o material apreendido e identificar possíveis outros envolvidos.
Por que a operação recebeu o nome de Nêmesis?
Na mitologia grega, Nêmesis era a deusa associada à justiça retributiva e à punição de quem ultrapassava os limites considerados justos. Segundo a PCDF, a escolha do nome faz referência à suspeita de que uma ex-funcionária teria se aproveitado da confiança da instituição financeira e do acesso privilegiado aos sistemas internos para fornecer informações sigilosas ao grupo criminoso.
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