quinta-feira, 5 de novembro de 2026
POLÍTICA

Issy Quinan tenta acordo com dissidentes para evitar disputa pela presidência da Alego

Deputado afirma ter 22 apoios manifestados, mas mantém negociação com parlamentares que articulam candidatura alternativa; eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027

Luma Silveirapor em
Issy Quinan tenta acordo com dissidentes para evitar disputa pela presidência da Alego
Foto: Alego

O deputado estadual Issy Quinan (MDB) trabalha para transformar a maioria de apoios já anunciada à sua candidatura à presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em um acordo político capaz de evitar uma disputa em plenário. Mesmo contabilizando 22 votos, incluindo o próprio, o parlamentar afirma que mantém conversas individuais com os deputados e considera possível construir uma composição que contemple os diferentes grupos da Casa. A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027.

Em entrevista ao O Hoje, nesta quinta-feira (5), Issy confirmou que os apoios já manifestados não encerram as articulações. Segundo ele, a busca por entendimento é necessária não apenas para a eleição, mas também para preservar a relação entre os parlamentares durante a próxima legislatura. O deputado afirmou que tem conduzido pessoalmente as conversas com os colegas e que o cenário ainda pode passar por mudanças até a votação.

“Eu pessoalmente tenho dialogado com toda a Casa, com todos aqueles que vão integrar a próxima legislatura. Esse é um processo que vai se maturando na medida em que os meses vão passando”, declarou. O emedebista acrescentou que procura uma alternativa capaz de aproximar os interesses dos diferentes grupos, considerando que os deputados continuarão compartilhando o ambiente político e institucional da Assembleia depois da escolha da presidência.

A tentativa de aproximação ocorre enquanto um grupo de parlamentares articula uma alternativa ao nome de Issy. Entre os nomes envolvidos nas movimentações estão deputados que também aparecem nas conversas sobre a sucessão de Bruno Peixoto (União Brasil). Apesar da resistência, o emedebista não considera inevitável uma disputa entre candidaturas. Questionado sobre a possibilidade de um entendimento que dispense a votação competitiva em plenário, respondeu que considera esse caminho “absolutamente viável”.

Daniel Vilela não foi procurado durante as férias

A participação do governador Daniel Vilela (MDB) nas articulações também está entre os pontos de atenção da disputa. Nos bastidores, circula a informação de que o governador teria sugerido a Issy que procurasse os parlamentares dissidentes para tentar construir um entendimento. O deputado, porém, não confirmou essa orientação e afirmou que não conversou com Daniel sobre o assunto neste momento, em respeito ao período de férias do governador.

“Ele está lá usufruindo das férias e eu não seria inoportuno ao ponto de incomodá-lo com essa pauta”, afirmou. Issy reconheceu que Daniel tem interesse na eleição da Assembleia, mas disse que prefere conduzir as tratativas diretamente com os deputados enquanto o governador está afastado de suas atividades.

Apoio do PT ainda não foi confirmado

Outro ponto que envolve a formação da base de Issy é a possível adesão de parlamentares do PT. Notícias sobre o apoio de integrantes da bancada circularam nesta quinta-feira, mas o deputado afirmou que não recebeu nenhuma comunicação oficial nesse sentido. Segundo ele, existe diálogo com os petistas, mas ainda não há confirmação direta de que a bancada tenha decidido apoiar sua candidatura.

“Eu não tenho notícia em relação à veracidade desses fatos, porque ninguém da bancada do PT comunicou-me a respeito desse desejo”, declarou. O parlamentar disse que deseja contar com o apoio dos deputados, mas ressaltou que ainda não foi informado oficialmente sobre uma eventual adesão. Dessa forma, os nomes não devem ser incorporados à contagem de votos confirmados sem manifestação dos próprios parlamentares.

O Hoje procurou os deputados eleitos, Kátia Maria e Fabrício Rosa, ambos do PT, para confirmar a informação sobre um possível apoio à candidatura de Issy Quinan à presidência da Alego. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno dos parlamentares.

Deputado evita antecipar resultado

Apesar dos 22 apoios manifestados, Issy adotou cautela ao falar sobre o desfecho da eleição. O deputado afirmou que ainda há tempo para novas conversas e possíveis mudanças de posicionamento até fevereiro. “Tem muita água para passar debaixo da ponte”, disse.

Ao reafirmar que pretende continuar buscando a presidência, o emedebista destacou que a condução das negociações exige sobriedade e disposição para o diálogo. “A humildade, a paz, a parcimônia, a sobriedade e os pés bem firmes no chão são companhias inseparáveis, sobretudo nesse instante”, concluiu.

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Tags:
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