Issy Quinan tenta acordo com dissidentes para evitar disputa pela presidência da Alego
Deputado afirma ter 22 apoios manifestados, mas mantém negociação com parlamentares que articulam candidatura alternativa; eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027
O deputado estadual Issy Quinan (MDB) trabalha para transformar a maioria de apoios já anunciada à sua candidatura à presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em um acordo político capaz de evitar uma disputa em plenário. Mesmo contabilizando 22 votos, incluindo o próprio, o parlamentar afirma que mantém conversas individuais com os deputados e considera possível construir uma composição que contemple os diferentes grupos da Casa. A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
Em entrevista ao O Hoje, nesta quinta-feira (5), Issy confirmou que os apoios já manifestados não encerram as articulações. Segundo ele, a busca por entendimento é necessária não apenas para a eleição, mas também para preservar a relação entre os parlamentares durante a próxima legislatura. O deputado afirmou que tem conduzido pessoalmente as conversas com os colegas e que o cenário ainda pode passar por mudanças até a votação.
“Eu pessoalmente tenho dialogado com toda a Casa, com todos aqueles que vão integrar a próxima legislatura. Esse é um processo que vai se maturando na medida em que os meses vão passando”, declarou. O emedebista acrescentou que procura uma alternativa capaz de aproximar os interesses dos diferentes grupos, considerando que os deputados continuarão compartilhando o ambiente político e institucional da Assembleia depois da escolha da presidência.
A tentativa de aproximação ocorre enquanto um grupo de parlamentares articula uma alternativa ao nome de Issy. Entre os nomes envolvidos nas movimentações estão deputados que também aparecem nas conversas sobre a sucessão de Bruno Peixoto (União Brasil). Apesar da resistência, o emedebista não considera inevitável uma disputa entre candidaturas. Questionado sobre a possibilidade de um entendimento que dispense a votação competitiva em plenário, respondeu que considera esse caminho “absolutamente viável”.
Daniel Vilela não foi procurado durante as férias
A participação do governador Daniel Vilela (MDB) nas articulações também está entre os pontos de atenção da disputa. Nos bastidores, circula a informação de que o governador teria sugerido a Issy que procurasse os parlamentares dissidentes para tentar construir um entendimento. O deputado, porém, não confirmou essa orientação e afirmou que não conversou com Daniel sobre o assunto neste momento, em respeito ao período de férias do governador.
“Ele está lá usufruindo das férias e eu não seria inoportuno ao ponto de incomodá-lo com essa pauta”, afirmou. Issy reconheceu que Daniel tem interesse na eleição da Assembleia, mas disse que prefere conduzir as tratativas diretamente com os deputados enquanto o governador está afastado de suas atividades.
Apoio do PT ainda não foi confirmado
Outro ponto que envolve a formação da base de Issy é a possível adesão de parlamentares do PT. Notícias sobre o apoio de integrantes da bancada circularam nesta quinta-feira, mas o deputado afirmou que não recebeu nenhuma comunicação oficial nesse sentido. Segundo ele, existe diálogo com os petistas, mas ainda não há confirmação direta de que a bancada tenha decidido apoiar sua candidatura.
“Eu não tenho notícia em relação à veracidade desses fatos, porque ninguém da bancada do PT comunicou-me a respeito desse desejo”, declarou. O parlamentar disse que deseja contar com o apoio dos deputados, mas ressaltou que ainda não foi informado oficialmente sobre uma eventual adesão. Dessa forma, os nomes não devem ser incorporados à contagem de votos confirmados sem manifestação dos próprios parlamentares.
O Hoje procurou os deputados eleitos, Kátia Maria e Fabrício Rosa, ambos do PT, para confirmar a informação sobre um possível apoio à candidatura de Issy Quinan à presidência da Alego. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno dos parlamentares.
Deputado evita antecipar resultado
Apesar dos 22 apoios manifestados, Issy adotou cautela ao falar sobre o desfecho da eleição. O deputado afirmou que ainda há tempo para novas conversas e possíveis mudanças de posicionamento até fevereiro. “Tem muita água para passar debaixo da ponte”, disse.
Ao reafirmar que pretende continuar buscando a presidência, o emedebista destacou que a condução das negociações exige sobriedade e disposição para o diálogo. “A humildade, a paz, a parcimônia, a sobriedade e os pés bem firmes no chão são companhias inseparáveis, sobretudo nesse instante”, concluiu.
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