Defesa Civil orienta brasileiros a preparar kit para 72 horas; entenda o motivo
Orientação para manter água, alimentos e medicamentos em casa gerou dúvidas nas redes sociais; órgão afirma que medida faz parte de ações permanentes de prevenção
A recomendação da Defesa Civil Nacional para que os brasileiros mantenham um kit de emergência com suprimentos suficientes para até três dias provocou questionamentos nas redes sociais. A orientação, publicada na sexta-feira (6), sugere separar água potável, alimentos, medicamentos e outros itens essenciais para situações de emergência. No entanto, o comunicado não indica a previsão de uma catástrofe ou a existência de uma ameaça iminente no país.
A repercussão começou após a publicação do órgão apresentar uma lista de produtos necessários para garantir as condições básicas de sobrevivência durante as primeiras 72 horas de um possível desastre. Nos comentários, internautas questionaram se havia alguma situação específica por trás da recomendação.
Em nota enviada ao jornal O Globo, o Ministério do Desenvolvimento Regional, ao qual a Defesa Civil Nacional está vinculada, explicou que as orientações fazem parte de uma iniciativa permanente.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) informou que divulga regularmente conteúdos sobre autoproteção e preparação para diferentes situações de risco.
“Essas recomendações têm caráter preventivo e permanente, buscando fortalecer a cultura de preparação e a capacidade de autoproteção das famílias”, informou o ministério.
A pasta também esclareceu que a orientação não representa uma determinação para a formação de estoques extraordinários nem está relacionada a uma ameaça específica ou a um alerta nacional vigente.
Por que a Defesa Civil recomenda preparação para 72 horas?
Segundo a Defesa Civil Nacional, em desastres de grandes proporções, as equipes de socorro podem enfrentar dificuldades para chegar a determinadas localidades. Bloqueios de estradas, enchentes, deslizamentos e danos à infraestrutura estão entre os fatores que podem atrasar o atendimento.
Por isso, a recomendação é que as famílias tenham suprimentos suficientes para atender às necessidades básicas durante os primeiros três dias de uma emergência. A preparação também considera possíveis interrupções no abastecimento de água, no fornecimento de energia elétrica e nos serviços de comunicação.
Após a repercussão, o perfil oficial da Defesa Civil respondeu aos questionamentos na própria publicação.
“Pessoal, é apenas um conteúdo sobre prevenção! Não existe nada de misterioso no ar ou alguma invasão alienígena! Postamos conteúdos sobre prevenção todos os dias aqui no nosso perfil (…) Fiquem tranquilos!”, escreveu o órgão.
Orientações semelhantes também aparecem nos perfis de Defesas Civis estaduais e municipais. Em abril, por exemplo, a Defesa Civil do Paraná publicou recomendações sobre a preparação para situações críticas.
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O que deve ter no kit de emergência?
A Defesa Civil recomenda organizar uma mochila ou reserva doméstica com produtos essenciais para cada integrante da família. A quantidade deve considerar o número de moradores e as necessidades específicas de crianças, idosos, pessoas que utilizam medicamentos contínuos e animais de estimação.
Entre as principais orientações está a reserva de dois litros de água potável por pessoa ao dia. Dessa forma, para um período de 72 horas, cada indivíduo deve contar com pelo menos seis litros.
Confira os itens recomendados:
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Água potável: seis litros por pessoa para três dias.
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Alimentos: produtos não perecíveis, como frutas secas, barras de cereais, biscoitos e alimentos enlatados.
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Utensílios: pratos e copos descartáveis, talheres, abridor de latas, papel-toalha e sabão.
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Primeiros socorros: medicamentos de uso contínuo, cópias de receitas médicas, álcool em gel e equipamentos médicos com baterias e carregadores.
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Higiene pessoal: sabonete, escova de dentes, creme dental, absorventes e papel higiênico.
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Roupas: algumas mudas de roupa, calçados confortáveis e casacos para regiões frias.
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Eletrônicos: rádio AM/FM, lanternas, pilhas extras, carregador de celular e bateria portátil.
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Documentos: documentos pessoais, contatos importantes, dinheiro em espécie e outros registros guardados em uma pasta impermeável.
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Outros itens: sacolas plásticas e produtos específicos para bebês, crianças e animais de estimação.
O órgão também orienta que os materiais sejam armazenados em local de fácil acesso. Além disso, a recomendação é verificar a validade dos produtos e as condições dos equipamentos a cada seis meses.
A preparação deve considerar a realidade de cada residência. Famílias com pessoas que precisam de cuidados médicos específicos devem incluir os equipamentos e suprimentos necessários para manter esses atendimentos durante uma emergência.
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