Quaest: pesquisa mostra que 62% consideram erro a ida de Flávio Bolsonaro aos EUA
Entre lulistas, 96% veem pleito limpo e justo; entre bolsonaristas, 93% dizem que houve fraude
Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8) mostra que 61% dos brasileiros acreditam que as eleições deste ano foram limpas e justas. Outros 30% afirmam que houve fraude, e 9% não sabem ou não opinaram. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atestou a integridade do processo, que também foi aprovado por observadores internacionais.
Entre os eleitores que se declaram lulistas, 96% avaliam que o pleito foi limpo e justo. Entre os bolsonaristas, 93% dizem que houve fraude. Dos eleitores classificados como independentes, 61% afirmam que a eleição foi correta, e 22% dizem que não foi.
As dúvidas sobre a votação foram levantadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula (PT) no segundo turno da disputa presidencial.
A pesquisa também avaliou a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos após a derrota. A viagem ocorreu depois de ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para cancelar os passaportes do senador. Para 62% dos eleitores, a saída do país foi um erro.
Outros 29% consideram que ele acertou, e 9% não sabem ou não opinaram. Entre os bolsonaristas, 90% aprovam a decisão. Entre os independentes, 63% a reprovam, 21% a aprovam e 16% não souberam responder. Entre os lulistas, 92% desaprovam.
Sobre o motivo da viagem, 56% dizem que o senador fugiu da Justiça, e 35% acreditam que ele buscou proteção contra perseguição política. Outros 2% descartam as duas razões, e 7% não sabem ou não responderam.
O episódio é conhecido por 89% dos entrevistados, índice superior ao de outros temas pesquisados. A crise no STF ligada ao caso do Banco Master alcançou 73%, e as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, chegaram a 66%.
Após a viagem, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que se apresentava como presidente eleito do Brasil. A expressão foi alterada em nova versão do texto. De acordo com a pesquisa, 70% dos entrevistados souberam da carta.
Para 60% dos eleitores, o senador se comportou mal diante do resultado das urnas. Outros 25% dizem que ele agiu bem, 9% afirmam que não agiu nem bem nem mal, e 6% não souberam responder. Em 2022, 45% avaliaram que Jair Bolsonaro agiu mal após a derrota, ante 41% que disseram o contrário.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em entrevistas domiciliares realizadas de 30 de outubro a 2 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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