Forças Aéreas afirma que plano de voo era falso
A suspeita inicial da FAB era de que o piloto tivesse decolado da fazenda Itamarati Norte, no Mato Grosso
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Wilton Morais
O piloto da aeronave matrícula PT-IIJ interceptada, com 634 kg de cocaína em Goiás, na segunda-feira (26), informou um plano de voo falso para a Força Aérea Brasileira (FAB). De acordo com a Polícia Federal (PF), o piloto Apoena Índio do Brasil havia criado a trajetória para repassar às autoridades no caso de uma abordagem.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno Gama, Apoena afirmou que criou uma trajetória para repassar às autoridades caso fosse abordado. No informado pelo piloto, o avião teria saído de uma fazenda no Mato Grosso, para outra fazenda. No entanto, o local de partida e destino foram outros.
A suspeita inicial da FAB era de que o piloto tivesse decolado da fazenda Itamarati Norte, no Mato Grosso. O local é alugado para a empresa Amaggi, pela família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Após a prisão, Apoena e o copiloto, Fabiano Júnior da Silva disseram a polícia que partiram da Bolívia em destino ao noroeste goiano. O avião dessa forma, não passaria pela propriedade, em questão.
Em nota, a FAB disse que a confirmação do local da decolagem será parte da investigação conduzida pela autoridade policial. Os radares da FAB não conseguem detectar aeronaves em solo, o que necessita de uma interrogação do piloto, informou a FAB.
Sobre o local informado para a decolagem, o ministro Blairo Maggi disse em rede social que irá acompanhar as investigações da FAB. Segundo o ministro, a fazenda é extensa e vulnerável à ação do tráfico internacional. Já a empresa Amaggi disse não ter ligação com a aeronave em questão. A empresa também informou que não autorizou pouso e decolagem, da mesma nas suas pistas.
Interceptação
A interceptação da aeronave aconteceu no domingo (25) na zona rural de Jussara. Após a ordem de pouso dada pela FAB, para o Aeródromo de Aragarças. Em Jussara, os ocupantes fugiram do local, abandonando a droga apreendida pela Polícia Militar e levada para a sede da PF em Goiânia.
Já a prisão do piloto e copiloto aconteceu na noite de segunda-feira. A dupla foi presa em um hotel, a 30 km do local onde a aeronave pousou. A localização dos suspeitos foi feita por moradores da cidade, que viram os pilotos entrarem em um hotel. Quando a polícia chegou ao local, realizou a identificação dos mesmos.