Padre é indiciado por envolvimento em tentativa de golpe de Estado
Bolsonaro também foi indiciado
O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, de 43 anos, foi incluído pela Polícia Federal (PF) no inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. A investigação apura ações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. O pároco, que atua na Paróquia São Domingos, em Osasco, na Grande São Paulo, foi alvo de mandados de busca e apreensão em fevereiro deste ano.
Além de sacerdote, José Eduardo é influenciador digital e possui cerca de 425 mil seguidores no Instagram. Durante as eleições presidenciais de 2022, ele posicionou uma bandeira do Brasil no altar da igreja. O ato foi registrado nas redes sociais no dia 2 de outubro, data do primeiro turno das eleições. Além disso, ele mantém publicações com posicionamentos religiosos e sociais e é fundador da escola Maria Mater, onde também promove cursos online.
Investigação sobre golpe de Estado
Segundo a PF, o padre participou de uma reunião no dia 19 de novembro de 2022, no Palácio do Planalto, que teria como objetivo discutir planos golpistas. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a operação de busca e apreensão com base em indícios de envolvimento do religioso com o grupo investigado.
Na decisão, Moraes afirmou que José Eduardo integrava o “núcleo jurídico” do suposto movimento e mantinha vínculos com pessoas e empresas investigadas em inquéritos relacionados à disseminação de notícias falsas. Desde então, o pároco está proibido de manter contato com os demais investigados e de deixar o país.


Em novembro, o padre foi intimado a prestar depoimento à Polícia Federal. Em uma publicação no Instagram, ele pediu orações aos fiéis e lamentou a intimação. Sua defesa nega qualquer participação no suposto plano golpista.
A notícia do indiciamento surpreendeu frequentadores da Paróquia São Domingos. Parte da comunidade descreve o padre como discreto em questões políticas e próximo dos fiéis. Contudo, a exposição de uma bandeira do Brasil no altar durante o período eleitoral gerou debates sobre a mistura entre religião e política.
A investigação continua, e o caso permanece sob sigilo. As autoridades seguem apurando a extensão da participação do clérigo e dos demais envolvidos na tentativa de golpe de Estado no país.
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