Lula estimulou o “eles contra nós” para vencer a eleição e agora manter o poder
As manifestações de rua convocadas pela esquerda no domingo (21), a princípio contra a anistia aos bolsonaristas presos pelos atos de 8/1/2023 e a PEC que blinda parlamentares, em tramitação no Congresso, são legítimas e fazem parte do regime democrático. O destaque triste dos atos foi perpetrado pelos radicais que, ao contrário da maioria que protestava, pediam “morte aos bolsonaristas”, fuzilamento para “fascistas” e tantos outros refrões de ordem. Pelos discursos e a virulência nas palavras, fica evidente que o País está definitivamente “rachado ao meio”.
O conceito “dividir para dominar” ou, para alguns, “dividir para governar”, atribuído ao político e filósofo Florentino, Nicolau Maquiavel (1469-1527), tem sido aplicado por quase todos os governantes mundo afora, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) leva esse conceito ao pé da letra. Isto porque, desde o momento em que foi empossado sob a discurseira de “conciliação”, tem feito ao contrário. Fomenta a divisão entre ricos e pobres e os que pensam diferente da esquerda. Em 2022, o embate foi direto entre Lula e Bolsonaro. Agora, tudo indica que em 2026 a polarização se repetirá: Lula de um lado e o candidato apoiado por Bolsonaro de outro.
Sobre as manifestações no domingo (21), as redes sociais da direita já estão ‘bombando’ com comentários que deploram a incoerência e a hipocrisia da claque lulopetista. Artistas como Chico, Caetano e Gil passaram anos, durante a década de 1970, reivindicando “anistia ampla, geral e irrestrita” para assassinos, sequestradores e assaltantes de bancos, gente que pegou em armas, não para lutar pela restauração da democracia, mas, sim, para instaurar uma tirania comunista. Agora, fazem questão de criminalizar inúmeros pais, mães, avós e avôs de família que, simplesmente, exerciam seu direito de protestar contra a recondução de Lula, ‘descondenado’ pelo STF.
PT perdeu discurso de honestidade
Lula e associados da esquerda passaram a vida investindo no “nós contra eles”, ou seja, pretos contra brancos, pobres contra ricos, nordestinos contra sulistas, entre outros. O resultado não poderia ser bom: um Brasil dilacerado entre esquerda e direita. E as vantagens que o lulopetismo tira desse caos são bem menores do que esperava. Por maior que seja a mobilização ‘vermelha’, o discurso anticorrupção não pertence mais ao PT e sim à direita. Eles viraram sinônimo de corrupção.
Escolha do menos ruim
Hoje, a sociedade brasileira encontra-se fragmentada em dois grandes blocos que se alimentam mutuamente. Tanto que o cidadão-eleitor não escolhe o candidato que considera melhor, mas aquele que acredita ter mais chances de derrotar o adversário que enxerga como o pior para governar o País.
Magela quer prévia
O chamado campo de esquerda no Distrito Federal, que reúne PT, PSB, PDT, PSol, Cidadania, PV, entre outras siglas, por enquanto está dividido. No entanto, a maior disputa se encontra no PT, com duas alas em busca de supremacia de indicar o candidato a governador. De um lado, o veterano Geraldo Magela opera para que haja prévias. Entretanto, há o grupo que apoia o neopetista Leandro Gross. Esse desafio é mais uma batata quente para o presidente regional da legenda, Guilherme Sigmaringa, administrar.
Entorno na China
Uma comitiva de prefeitos do Entorno de Brasília, liderada pelo secretário do Entorno para Goiás, Pábio Mossoró (MDB), está em missão oficial na China. Desde segunda-feira (22), o prefeito de Valparaíso, Marcus Vinicius (União Brasil), o presidente da Amab e prefeito de Planaltina, Cristiomário Medeiros, entre outros, cumprem extensa agenda de trabalho. “Nesta segunda-feira, seguimos com reuniões bilaterais e visitas a empresas interessadas em investir na nossa região”, disse Mossoró.
Jovens vereadores
Embora fique no posto por pouco tempo, o vereador Michel Magul (PSDB), suplente de Tião Peixoto, que pediu licença para se dedicar a campanha ao Senado, mostra serviço. É o mais jovem parlamentar na Câmara de Vereadores. Faz parte da lista a vereadora Aava Santiago, a mais jovem entre as mulheres do Legislativo municipal, seguida por Lucas Kitão (União Brasil).
Trump estica a corda – Em mais um capítulo das relações conturbadas entre os EUA, Brasil e, por consequência, o STF, Donald Trump incluiu a mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, na lista negra da Lei Magnistky. Resta saber o que vem depois do pronunciamento de Lula na ONU.