Fuzuê no PL depois do encontro de Valdemar Costa Neto e Ibaneis Rocha
A ala bolsonarista raiz no Distrito Federal subiu no telhado depois do encontro entre o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A conversa ocorreu nesta quarta-feira (24) e gerou um fuzuê entre a ala bolsonarista, que se posicionou contra uma aliança. O protesto mais enfático coube ao deputado federal pelo DF, Alberto Fraga, que usou a tribuna da Câmara Federal para reclamar. “O PL não está à venda e decisões políticas da legenda têm que ser discutidas com as lideranças e filiados”, resumiu Fraga.
A insistência de Ibaneis em ter o PL na chapa Celina Leão (PP) governadora, Gustavo Rocha (REP) vice e Ibaneis no Senado, são os votos de Michelle Bolsonaro que ajudariam a eleger o governador sem esforço. Mas o que sobraria para o PL nesse arranjo? Essa é a pergunta que os bolsonaristas fazem quando se discute uma aliança com Ibaneis-Celina. “Como rifar dois candidatos a governador: José Roberto
Arruda e o senador Izalci Lucas”, questiona um aliado de Izalci. Essa fonte acrescenta que a chapa do PL para o Senado conta com a líder das pesquisas, Michelle Bolsonaro, a deputada federal Bia Kicis e o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo).
A questão mais emblemática, segundo bolsonaristas, está ligada ao afastamento de Ibaneis Rocha do GDF por 90 dias, por decisão de Alexandre de Moraes. Para retornar ao cargo em definitivo, o governador teria recorrido ao ex-presidente Michel Temer (MDB), que entrou no circuito e negociou para Ibaneis ficar fora do inquérito. O preço desse mimo foi a indicação do advogado Gustavo Rocha na chefia de gabinete de Ibaneis, com a garantia de que ele seria o vice de Celina. Essa é a lenda urbana que circula nos bastidores da política em Brasília.
Arruda quer refazer o caminho de volta
Entusiasmado com as pesquisas, mas cauteloso, o ex-governador José Roberto Arruda (PL) tem declarado em suas entrevistas que gostaria de voltar a concorrer a um cargo eletivo, mas sem pressa. “Passei dos 70 anos e não posso me precipitar; vou pelas beiradas”, disse recentemente ao jornalista Eduardo Brito, do Jornal de Brasília. Amigos próximos que têm conversado com ele acreditam que a estratégia é aparecer ao máximo na mídia, notadamente nas redes sociais, com ênfase em seu legado como gestor público. A partir de pesquisas, decidiria o rumo político: deputado federal ou governo do DF.
UB de Indiara…
…que perdeu a eleição para o MDB local por diferença de 15 votos, vai declarar apoio a Marconi Perillo no encontro de lideranças neste sábado (27). A informação foi repassada à coluna pelo ex-deputado estadual Dr. Hélio de Souza (PSDB), de Goianésia. Assim como o pessoal do União Brasil de Indiara, existem muitas lideranças que conversaram com Marconi, mas vão “esperar o momento certo para embarcar na campanha”, informa o ex-prefeito de Sanclerlândia, Itamar Leão.
PL de Cristalina
O grupo do PL que ajudou na eleição do prefeito Dr. Luís Otávio, que migrou para o União Brasil, ficou órfão de liderança e busca se organizar para a eleição de 2026. O deputado federal Gustavo Gayer e sua colega Magda Mofatto (PRD) articulam uma nova executiva provisória. Um dos nomes cogitados é o do Dr. Osório, que foi adversário na última eleição, mas é um bolsonarista histórico.
Debandada aliada
Em política, o aliado de hoje pode ser o adversário de amanhã. Esse é o caso do grupo que coordenou a campanha vitoriosa do prefeito de Cristalina, Dr. Luís Otávio. Esse time de “cabeças pensantes” foi escanteado pelo prefeito e ficou na chuva. Como não existe espaço vazio em política, eles se juntaram ao PSDB histórico no município e bateram à porta do ex-governador Marconi Perillo. Saíram com a garantia de que vão coordenar sua campanha a governador do tucano no município.
Leitor contesta
Um leitor da coluna, que pediu anonimato, enviou mensagem para contestar o slogan dos vídeos de Marconi Perillo, que repete o refrão: “Foi Marconi quem fez”. De acordo com sua observação, esse slogan foi produzido pelo marqueteiro Duda Mendonça para a campanha de Iris Rezende em 2010, que repetia: “Foi Iris que fez”. Detalhe: Iris perdeu a eleição.