Armadilha ou não, Lula deve enfrentar Trump para sustentar discurso político
Não bastasse as incertezas sobre o futuro do país, as instituições representadas pelo Superior Tribunal Federal (STF), o Congresso e o executivo federal, em constante ‘guerra’ de atrito, aparece o presidente dos EUA, Donald Trump, para ameaçar a por fogo no paiol de pólvora. Pelo visto, o aceno do americano para Lula na ONU, traduzida em uma frase de que “foi uma química excelente”, verberada em todos os veículos de comunicação do país, pode ser uma armadilha. Essa é a análise que formadores de opinião e políticos de todos os espectros pontuam.
Pelo histórico do presidente Trump, tudo pode acontecer, inclusive nada. No entanto, diplomatas e o entorno de Lula mantêm cautela e preparam o campo para um possível “aperto” fora do script. De acordo com o jornal O Globo, a ideia é que essa conversa seja em um território neutro como a Itália ou a Malásia, países em que o presidente Lula tem agenda nos próximos dias. Mas, se tratando de Trump, não dá para acreditar que ele “vá atrás de Lula”, isto porque, na visão de analistas, até agora, Lula bravateou o tempo todo contra o americano e isto terá um preço.
Para o cientista político, professor aposentado da UNB e consultor em estratégias políticas, Paulo Kramer, “Trump é vingativo, basta uma rápida pesquisa no Google para ver a cerimônia de sepultamento do ativista conservador Charlie Kirk, depois que a viúva Erika discursou declarando que perdoava o jovem assassino do marido, Trump respondeu que admirava a grandeza espiritual da moça, mas afirmou, que, ao contrário dela, não perdoa seus inimigos e persegue-os o quanto pode em busca de retaliação. Por essa declaração, é possível avaliar que ele não vai perdoar as ironias e piadinhas de Lula”, resume Kramer.
Diante desse cenário de incertezas, Lula pode sair para o abraço ou perder de vez a oportunidade de apaziguar a contenda com o ‘Leão do Norte”. Se for uma armadilha, Lula pode perder força política internamente ou, dependendo da negociação, ganhar mais uns potinhos na intenção de votos.
Visita a Bolsonaro só na fé
O líder da igreja Sara Nossa Terra, bispo Robson Rodovalho, foi barrado por Alexandre de Moraes no grupo de orações ligado à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que vão orar pelo ex-presidente. Alexandre alegou na decisão que, “O Grupo de Orações, entretanto, não pode ser usado como desvio de finalidade, acrescentando diversas e distintas pessoas como integrantes somente para a realização de visitas não especificamente requeridas”, pontuou Moraes.
“PT tem bons nomes”
Em meio às definições de nomes para disputar o governo de Goiás pelo PT em 2026, aparecem os da deputada federal Adriana Accorsi e o do professor Edward Madureira. Eles se destacam como players políticos fortalecidos na eleição municipal. Na avaliação do deputado estadual, Antônio Gomide, que está no segundo mandato, o PT tem bons nomes para governador. Ele não descarta alianças com outros partidos, ou apoio a outras candidaturas. “O presidente Lula será o comandante da sua reeleição e dará a palavra final sobre alianças”.
IA, ética e narrativas
O profissional em marketing político e inteligência artificial, Marcelo Senise participa como palestrante no evento ‘Imersão Política 360’, neste domingo (28), em Brasília. Temas como oratória, gestão de crises, mobilização e comunicação política, serão abordados por especialistas. Senise vai apresentar ao público, a versão inicial de uma conferência inédita sobre IA, ética e desconstrução de narrativas. (Ver mais em ohoje.com)
Cristiomário na China
Na delegação de prefeitos que estão na China, encontra-se o presidente da Amab e prefeito de Planaltina, Cristiomário Medeiros (PP). Numa rápida conversa com a coluna, ele disse que o objetivo da viagem é prospectar negócios para a região, principalmente na área de mobilidade urbana, educação e investimentos tecnológicos. “Somos como caixeiros viajantes que divulgam nossas cidades e trazem novos conceitos de gestão pública”.
