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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Marconi Perillo, o senhor oposição à dupla Ronaldo Caiado e Daniel Vilela

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 29 de setembro de 2025
Takeshi Gondo - Ilustrador
Takeshi Gondo - Ilustrador

Desde 2019, quando assumiu pela primeira vez o Governo de Goiás e agora no segundo mandato, que Ronaldo Caiado (União Brasil) e seu vice, Daniel Vilela (MDB) não enfrentam nenhuma oposição consistente. Salvo um ou outro deputado do PL e do PT, ninguém levantou a voz para contestar a gestão do primeiro e segundo mandato. Mas, pelos discursos e conversas de bastidor no “Encontro com Marconi”; neste sábado (27), na Alego, essa “zona de conforto” tende a mudar.

Sob o coro de “Volta Marconi”, puxado por lideranças de quase todos os municípios goianos, contrasta com o lançamento de sua pré-candidatura a governador em 1998. Depois de amargar duas derrotas e deixar o PSDB em jejum de quase oitos anos fora do poder, as lideranças tucanas mostraram que estão motivadas a reconquistar o Palácio das Esmeraldas. Pelo tom dos discursos, a estratégia será o contraponto entre o legado do PSDB e a gestão de Caiado. “Esse governo tem mais blá blá de propaganda do que realizações. Tanto que, depois de quase sete anos, só agora conseguiu realizar uma obra de vulto, o Hospital Cora”, pontua o ex-prefeito de Sanclerlândia, Itamar Leão.

O que se percebe nas conversas com líderes tucanos, é que o roteiro de contraponto político e administrativo à dupla, Caiado e Daniel, terá como ponto de partida, comparar o legado de Marconi em relação ao de Caiado. A ideia é mostrar aos goianos, que Goiás desenvolveu muito pouco na gestão Caiado em comparação ao período do PSDB. Esse confronto de governança deve acirrar as críticas de Caiado ao ex-governador e levantar o discurso de que o estado estava ‘quebrado’ após quase 20 anos de gestão do PSDB. Marconi tem resposta para isso quando confrontado com esse discurso do governo. “Ao contrário de Caiado que tenta apagar a memória das conquistas do PSDB para a população, eu não personalizo a política pois trato adversários com respeito e não como inimigo, bem ao seu estilo autoritário”, frisa Marconi.

Divisão na direita é tudo que lula precisa

O senador e presidente da União Progressista, Ciro Nogueira (PI) fez uma postagem no ‘X’ em que adverte a direita e centro-direita sobre a divisão que, se continuar se digladiando, Lula e associados ganha no primeiro turno. Diz Ciro: “Já está passando de todos os limites a falta de bom senso na direita, digo aqui a centro direita, a própria direita e seu extremo [bolsonarismo]. Ou nos unificamos ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez. Por mais que tenhamos divergências, não podemos ser cabo eleitoral de Lula, do PT e do PSol. Não podemos fazer isso com o Brasil”.

Eduardo réplica

No mesmo ‘X’, Eduardo Bolsonaro responde a uma nota no jornal O Globo que “O ‘chega prá lá’ de Eduardo Bolsonaro em Ciro Nogueira sobre a vice de Tarcísio”. Diz Eduardo: “Converso com ele [Ciro Nogueira] frequentemente e nunca dei “chega pra lá” em “conversa duríssima”. Essas pseudo fontes acabam com a credibilidade da imprensa”.

Belmonte cortejada

A deputada distrital, Paulo Belmonte tem tido uma romaria em seu gabinete e na sua casa. Não é só para um cafezinho, mas tentam levá-la para outra legenda. É certo que ela deve deixar o Cidadania e por isso, vários partidos querem seu passe. É que, além de uma parlamentar atuante e com densidade eleitoral, Paula tem cacife para disputar o governo do Distrito Federal. Seu capital político é subsidiado por um forte carisma popular, credibilidade e foco nas demandas constantes do DF, principalmente na área social. O convite mais recente para mudar de sigla partiu do presidente do Novo no DF, Thiago Cianni.
PT unido e forte

O desafio do PT no Distrito Federal é unir as principais correntes da legenda. De um lado, tem os mais jovens que querem um candidato digital e menos analógico. De outro, os veteranos que mantém um discurso mais voltado para os militantes sem mirar o centro e até a centro-direita. Em política, discriminar o eleitor, não é bol e pois, feio é perder eleição.

Jornalismo engajado

O jornal paulista ‘Estadão’, aborda em seu principal editorial, um tema que interessa a todos os jornalistas. O crescente descrédito da população nos jornalistas devido ao engajamento ideológico na hora de relatar os fatos. “A coluna destaca um trecho: “A hegemonia progressista no jornalismo profissional erodiu a confiança de vastos segmentos da sociedade, que passaram a enxergar a imprensa não como a guardiã dos fatos, mas como porta-voz de uma ortodoxia ideológica”. Vale refletir.

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