Nada de novo no front político de Ciro Nogueira com Bolsonaro
Havia uma expectativa no Centrão que a visita do senador e presidente nacional da federação União Progressista, Ciro Nogueira (PI), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira (9), traria novidades sobre apoio à união da direita e centro-direita. Ficou só na esperança, pelo menos foi isso que o senador deu a entender ao público externo. De acordo com Nogueira, a conversa centrou-se na formação da chapa que vai enfrentar o presidente Lula. Na percepção de Ciro, dois nomes se destacam entre os presidenciáveis: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP) e, numa segunda hipótese, Ratinho Júnior (PSD-PR).
Para observadores mais atentos, ao contrário dos que comemoram os bons índices de Lula nas pesquisas, o fator econômico é citado como entrave à manutenção desses índices. Avaliam que o risco Brasil pode explodir as contas públicas de vez e desacelerar a economia, com isso, refletir no eleitorado de baixa renda, que é basicamente sustentado pela rede de proteção social de Lula. Esse é o principal ativo do petista, mas se o Centrão conseguir aglutinar forças com Tarcísio, chega ao segundo turno no mesmo patamar de Jair Bolsonaro em 2022.
Lula venceu por pouco graças, em parte, ao ativismo do Supremo e a força da mídia tradicional. Entretanto, alguns fatores preocupam os líderes do Centrão, entre eles as ameaças de Eduardo Bolsonaro caso o bolsonarismo fique fora da chapa. Essa hipótese é concreta devido à vaga de vice ser reservada a Ciro Nogueira, afinal, ele é o arquiteto dessa montagem política. Outro ponto que o Centrão rejeita é ter um membro do clã bolsonarista na chapa, isto porque as pesquisas qualitativas apontam que sem eles a centro-direita abraçaria a chapa de oposição.
O que as pesquisas mostram
Aparentemente, o País está rachado ao meio com uma metade na esquerda e outra na direita, mas não é bem assim. Quando se avalia as pesquisas dos principais institutos, os bolsonaristas ficam com mais ou menos 20% dos eleitores. Esse número já foi bem maior, mas devido à sua prisão e restrições de contatos com o público, só os fiéis permanecem. Por sua vez, Lula e associados de esquerda também estão nos 20%. Por isso, o Centrão, com seus 20%, desequilibra a eleição para o lado que apoiar. Sobram 40%, que decidem quase na hora de depositar o voto.
“Decisão pessoal”
A coluna conversou com a deputada Bia Kicis (PL-DF) sobre a aliança de Michelle Bolsonaro em apoio a Ibaneis Rocha (MDB) para o Senado e Celina Leão (PP) governadora. “É uma decisão pessoal da Dona Michelle e que tem o aval do presidente Jair Bolsonaro. Na minha visão como presidente do PL-DF, preferiria que o partido tivesse protagonismo [candidato], mas infelizmente não é isto que acontece”, resumiu Bia.
Sinuca de bico
O empresário, ex-governador do DF e presidente do PSD regional, Paulo Octávio, foi assertivo ao dizer para o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, que tem um compromisso de apoiar o governador Ibaneis Rocha para o Senado e Celina Leão ao governo. Diante desse impasse, a filiação de José Arruda ao PSD, com vistas a disputar o GDF, bateu no teto.
André Kubitschek
O PSD de Paulo Octávio comanda três secretarias no governo de Ibaneis: a do Trabalho, Cultura e agora, a nova Secretaria da Juventude, criada sob medida para abrigar o bisneto de JK, André Kubitschek. O filho de Paulo Octávio é uma das apostas do PSD para disputar vaga de deputado federal.
Gavioli premiada
A educadora e secretária de Educação de Goiás, Fátima Gavioli, recebeu, em nome do Governo de Goiás, o prêmio Hackathon do AI & Edu Summit – MIT. A premiação ocorreu durante o evento Education Leader Series, realizado na Califórnia pelo Google. A premiação faz parte do seminário “Liderança na Era da IA”, promovido pelo Google for Education. Gavioli comemorou o resultado e destacou que “o reconhecimento é fruto de amplo investimento em tecnologia e equidade feito pelo governador Ronaldo Caiado”.
Ruim para o Brasil – O dólar subiu par R$ 5,50 após a ameaça de Trump em subir tarifas contra a China: “Muitas contramedidas estão sendo consideradas em relação à China”. A situação atual havia alterado seus planos de encontro com o presidente Xi Jinping. Notícia ruim para o Brasil.