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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Dino impõe aos municípios exigências cabíveis à União

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 26 de dezembro de 2025
Dino
Foto: Rosinei Coutinho/ STF

Fim de ano de angústia para os prefeitos, que nem dormem preocupados com as emendas, pois não se sabe até onde vai o poder do ministro Flávio Dino (STF) para barrar o que foi pedido aos parlamentares. Já proibiu o resgate de recursos não pagos, ou seja, legalizou o cano de R$ 1 bilhão que o governo federal deu nos municípios. Só pode estar querendo os holofotes que até dias atrás eram de seu colega Alexandre de Moraes, outro que não deve estar dormindo depois de pego com a boca cheia de penas, apesar dos juramentos de que sequer esteve no galinheiro.

Deveria ter com a União o grau de exigência imposto aos municípios. Impõem planos de trabalhos para os quais as prefeituras teriam de contratar técnicos por valores insuportáveis a seus cofres. E outra: por que só são suspeitas as compras das prefeituras? Chegam às cidades máquinas, equipamentos e caminhões vindos de Brasília pelo custo que os ministérios entendem por justos. Os municípios só têm de engolir. Cadê o Dino atrás dos preços desses produtos?

Está correto punir quem cometer delitos, mas sem criminalizar o cargo. Atualmente, só o fato de ser prefeito já coloca o cidadão na mira do ministro. O respeito com as autoridades locais deveria ser até maior que com as demais, porque saem dali as verbas que sustentam o Judiciário federal todo, o TCU, o governo federal inteiro, o Congresso, tudo. Quando o prefeito busca emenda em Brasília está apenas tentando resgatar o dinheiro tomado – de cada 1 real recolhido no município, retornam apenas 19 centavos. E depois de muita humilhação. 

 

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