Apostas sobre quem tem chances de ser reeleito deputado federal
Os partidos grandes e médios correm para ter uma boa nominata de deputado federal com chances de vitória. Quanto mais eleitos a legenda tiver, mais acesso ao Fundo Partidário terá. O repasse desse recurso depende do tamanho da representatividade na Câmara Federal, por isso, todos miram no PL como exemplo. Em 2022, a onda bolsonarista elegeu 99 deputados e hoje, mesmo tendo perdido 11 deles, tem a bagatela de R$ 889.839.488,35. Em Goiás, o PL, União Brasil, MDB, PP, Republicanos, PSD, Podemos, PSDB, PDT, PT, PSB, entre outros, correm para eleger pelo menos dois representantes.
A coluna conversou durante os últimos três meses com experientes “tocadores de campanha”, gente que vive a política 24h e que tem experiência para ‘farejar’ quem tem chances de vencer ou apenas ‘bater na trave’. Um deles, Patrick Bacelar, veterano de campanhas eleitorais em Cristalina e em outros municípios, acredita que alguns dos atuais deputados federais terão muita dificuldade para ser reeleitos. Cita Lêda Borges, que foi eleita pelo PSDB, mas deve migrar para o Republicanos. “A deputada Sylvie Alves que anunciou a saída do União Brasil, não terá a mesma votação de 254.017 em 2022. Fora da TV e sem o apoio de Ronaldo Caiado, fica difícil para ela”, pontua Patrick.
Na esteira de mudanças de partido para se reeleger, Patrick cita o deputado federal Daniel Agrobom, que ameaça sair do PL, mas fora do bolsonarismo sua chance diminui. “Sem Gustavo Gayer para puxar votos, o PL terá que abrigar novamente a deputada federal Magda Mofatto, hoje no PRD-Solidariedade, da mesma forma, pode filiar Ismael Alexandrino (PSD) e manter o Professor Alcides na legenda. Com esse time, o PL pode eleger novamente quatro federais”, diz Bacelar. Na avaliação dele, Fred Rodrigues pode ser o ‘puxador de votos’ do PL.
Do lado do MDB, os mais cotados são Célio Silveira, Lucas do Vale e Marussa Boldrin. No União Brasil, a força de Caiado pode eleger a professora Fátima Gavioli, Pedro Sales e mais dois. Quanto ao PSDB, Aava Santiago, Matheus Ribeiro e Jeferson Oliveira (ex-Republicanos) são as apostas.
Anápolis respirando por aparelho
“Pessoal, todos sabem que assumimos a prefeitura em situação de insolvência […], com uma dívida fundada em R$ 1,7 bilhão, taxa de juros abusiva e com prestações [do empréstimo do ex-prefeito Roberto Naves] de R$ 20 milhões por mês.” Este é um pequeno trecho do longo vídeo que o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), divulgou em suas redes sociais. Ele faz um balanço do caos em que encontrou o município e sugere que Anápolis está na UTI e respira por aparelhos no caos financeiro. “Nem com todo o esforço que fazemos em termos de corte de gastos, ainda está longe de alcançarmos o ideal, mas vamos conseguir”, diz otimista.
‘Taxing China’ 55%
A China anunciou que, a partir de agora, a carne bovina brasileira, argentina, do Uruguai e dos Estados Unidos será taxada em 55%. Acontece que a carne bovina na China tem apresentado uma tendência de queda nos últimos anos devido ao excesso de oferta e a falta de demanda causada pela desaceleração no consumo. Uma notícia ruim para os produtores goianos.
Master não acabou
Há um esforço claro do establishment para reduzir o impacto do caso Banco Master, com Lula (PT) tentando voar por cima da turbulência. Ainda assim, o assunto está longe de ser página virada. Investigações, decisões judiciais e conversas reservadas indicam que o tema seguirá produzindo dor de cabeça para a elite política e econômica ao longo de 2026.
Corrupção geral
A percepção de corrupção generalizada que hoje alcança não apenas a política tradicional, mas também os tribunais superiores, tende a contaminar o debate eleitoral. Mesmo com tentativas de esvaziamento, a leitura é que o tema seguirá latente. Pesquisa PoderData já mostrou que 46% dos brasileiros acreditam que a corrupção aumentou desde que Lula voltou ao poder.
Goiás polarizado?
Seguindo a tendência nacional, a disputa entre Daniel Vilela (MDB), Wilder Morais (PL) e Marconi Perillo (PSDB) pode ganhar contornos mais ideológicos, sobretudo se Flávio Bolsonaro (PL) for candidato a presidente. Com o MDB inclinado a apoiar Lula (PT), o esforço para colar Daniel à esquerda não será difícil. O fator Marconi vai determinar essa polarização. A conferir.
Aposta na polarização – O presidente Lula não sabe viver sem a polarização com o bolsonarismo. Essa é a percepção dos ministros que participaram da reunião com ele em 17 de dezembro. Sem o bolsonarismo, o discurso de Lula não empolgou a militância.