Aliança PL-MDB bateu no teto e a candidatura de Wilder “é irreversível”
Muito se falou e tem sido especulado na mídia paroquial que o PL, comandado em Goiás pelo senador Wilder Morais, “poderia” ou “estaria” prestes a se aliar ao grupo do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) para apoiar Daniel Vilela (MDB) a governador. Em troca, seria oferecida a segunda vaga ao Senado e a indicação da vice, desde que esse nome fosse aliado do grupo Caiado. É evidente que um acordo desses só seria concretizado se o PL não fosse um grande partido, que não tivesse quase 2,5 milhões de votos válidos e não tivesse nenhum candidato a governador, senador, deputados federais e estaduais.
“O PL tem bons nomes para deputado federal, alguns conhecidos e outros com forte liderança em outros segmentos”, tem dito o presidente do PL regional, senador Wilder Morais. Além dessa potência, somam-se mais de 20 prefeitos que resistem em aderir à base caiadista. Outro destaque lembrado pelo líder é o apoio bolsonarista e de lideranças que estão fora do radar governista. Diante desse quadro otimista, o esforço do deputado Gustavo Gayer para ser o segundo voto na base de Daniel Vilela bateu no teto. Desse modo, Gayer terá que se contentar em ser o primeiro voto da base de Wilder Morais.
De acordo com fontes próximas à cúpula do PL nacional, não teria sentido o partido ter candidato a presidente da República, mas em Goiás abrir mão de eleger uma boa bancada de deputados federais e estaduais para reforçar outra candidatura. Diante desses argumentos, o PL nacional sinalizou para Wilder “tocar a campanha para governador e construir uma boa nominata para deputados federais”. Isto significa que, a partir do dia 14, o programa “Rota 22” volta com força pelo interior do Estado.
Posição a favor da democracia
Em Goiás, os pré-candidatos a governador Daniel Vilela (MDB) e Wilder Morais (PL) se manifestaram em apoio à ação americana na Venezuela. Marconi Perillo (PSDB), como bom tucano, preferiu voar por debaixo da crise e não emitiu nenhum comentário. Em tempos de redes sociais, até eleições locais acabam contaminadas por temas globais.
Oposição unida
Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (UB) elogiaram a operação. Além de marcar oposição ao petismo, as manifestações de apoio cumprem papel externo: sinalizar a Washington que há aliados confiáveis no Brasil além da família Bolsonaro.
Trump de olho
Washington decidiu deixar claro que não aceita a América Latina como área de influência da China ou da Rússia. A ação de Donald Trump na Venezuela é uma demonstração de que ele vai colocar o “pé na porta” na eleição deste ano no Brasil. Na mira de Trump, o presidente Gustavo Petros, da Bolívia, e o ‘amigo’ de ‘química’ Luiz Inácio Lula da Silva. Onde o alinhamento não ocorreu pelo voto, veio pela força. Lula e Petro que se cuidem.
Para militantes
Ao denunciar “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, o presidente Lula (PT) só conseguiu a atenção da militância de esquerda. Fora desse círculo, a cena foi outra: milhões de venezuelanos, espalhados pelo mundo, expulsos pelo autoritarismo e pela fome, comemorando a queda de Nicolás Maduro.
Influentes no Entorno
Quatro prefeitos no Entorno do Distrito Federal terão muita influência na campanha para governador de Goiás. Começa pelo prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto, que comanda um colégio eleitoral de 134 mil eleitores. Segue com Dr. Lucas Antonietti, de Águas Lindas, com 120 mil, Marcos Vinicius, de Valparaíso, com 95 mil, os três do União Brasil. Na outra ponta está o prefeito de Novo Gama (56 mil), Carlinhos do Mangão (PL).
CPMI do Banco Master – A oposição no Congresso liderada pelo PL conseguiu o número necessário de assinaturas para a instalação da CPMI que vai investigar o escândalo do Banco Master. Dos três senadores por Goiás, só Wilder Morais assinou o requerimento. O eleitor está de olho.