Lula e STF comemoram o ato de 8/1, mas metade do País não
A vida é uma cadência de passos lentos que, às vezes, acelerados moldam o comportamento das pessoas e impulsionam suas atitudes. Por isso, nas multidões, a personalidade individual desaparece e dá lugar ao coletivo. É assim que os líderes com poderes de hipnotizar grupos e multidões conquistam o poder. Bem diferente do passado, em que a conquista era pela força das armas, do mais forte ou de quem poderia contratar mercenários e tomar à força terras, cidades e países. Hoje, com as novas ferramentas de comunicação, vence quem tem as melhores narrativas, instrumento que o PT dominou por duas décadas.
O ato do dia 8 de janeiro de 2023, em que uma multidão desarmada, sem líderes e sem noção real da besteira que faziam, depredou as sedes dos edifícios dos Poderes em Brasília. Algo insano, que a maioria da população condenou, mas que a Suprema Corte do País interpretou como um “ato terrorista contra a democracia”. Munido com essa convicção, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, saiu à caça. Prendeu todos e condenou todos à pena máxima que, por mais cruel que seja o criminoso, raramente recebe uma pena tão cruel e longa como os participantes do 8/1 receberam.
O ato promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e associados como o PSol, PCdoB, PSB, Rede, entre outros, foi esvaziado até mesmo pelos aliados no STF e no Congresso. Essas ausências significam que o presidente Lula não terá vida fácil em sua reeleição. Embora as pesquisas o apontem como favorito a vencer qualquer candidato da direita, é bom lembrar aos eufóricos que mais da metade do País lamenta e uns tantos outros choram com tantas pessoas presas, condenadas e com as vidas destroçadas. Para a esquerda, que no passado matou e roubou, a anistia valeu. Para as “tias do Zap e a moça que escreveu o “perdeu Mané” não.
Fachin reforça poder de Moraes
Na inauguração do memorial dos atos de 8 de janeiro de 2023 nas dependências do STF, o ministro presidente da Corte, Edson Fachin, reforçou o poder do colega Alexandre de Moraes ao enaltecer seu trabalho frente ao julgamento dos bolsonaristas. “O trabalho do ministro Alexandre de Moraes na condução dos inquéritos e das ações penais que surgiram desse dia infame.”
Pellozo digital
Liderado pelo prefeito de Senador Canedo, Fernando Pellozo (União Brasil), o município está entre os primeiros no ranking nacional do Ecossistema da Identidade Digital GOV.BR. Desde que assumiu a prefeitura, Pellozo priorizou o setor com a criação da Secretaria Municipal de Inovação Tecnológica. Essa ação administrativa permitiu a modernização de diversos serviços públicos.
Socialistas, uni-vos!
Ao trocar o PSDB pelo PSB, a vereadora Aava Santiago não assume apenas a presidência estadual da sigla. Passa a ser, também, o principal nome do partido para a Câmara Federal. O desafio agora é montar uma nominata. Em Goiás, uma cadeira federal exige cerca de 150 mil votos, patamar que poucos alcançam sozinhos.
Tucanos federais
Sem a vereadora Aava Santiago, a nominata do PSDB para a Câmara Federal passa a ser formada pelos deputados Professor Alcides Ribeiro (ainda no PL), Jeferson Rodrigues, pelo ex-prefeito de Sanclerlândia, Itamar Leão, e por Felipe Cecílio, neto do ex-senador Mauro Miranda (MDB).
Matheus curinga
O jornalista Matheus Ribeiro, que disputou a Prefeitura de Goiânia pelo PSDB e teve pouco mais de 46 mil votos, deve buscar uma vaga na Assembleia Legislativa, segundo apuração desta coluna. Se repetir esta votação, estará eleito, mas com a saída da vereadora Aava Santiago para o PSB, Marconi Perillo deve lançar Matheus para federal. A conferir.
Marconi corrige…
… informação publicada nesta quinta-feira (8) na página 7 com o título: “Dilma salvou reeleição de Marconi com R$ 13 bilhões”. De acordo com o ex-governador Marconi Perillo, o valor foi de R$ 6,5 bilhões, dos quais, R$ 3,5 bilhões foram retidos por dívida da Celg com a União Portanto, bem abaixo dos R$ 13 bilhões informados.
Fuga dos investidores – Em 2025, saíram do País US$ 33,316 bilhões, sinal de que os investidores desconfiam da política econômica do governo. Além disso, é crescente a percepção da insegurança jurídica frente às decisões do STF.