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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Conectividade

Goiás leva acesso à internet a todas as escolas públicas estaduais

Com 100% das 1.014 unidades conectadas à internet, Estado investe em tecnologia, inteligência artificial e inclusão digital para fortalecer o ensino público

João Césarpor João César em 12 de janeiro de 2026
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Foram distribuídos mais de 28 mil notebooks para professores da rede estadual - Foto: Divulgação/Secom

Goiás alcançou um feito inédito ao garantir acesso à internet em todas as 1.014 escolas públicas da rede estadual. O dado, confirmado pelo Censo Escolar 2024, coloca o Estado entre os primeiros do País a universalizar a conectividade no ensino público.

O Censo também mostra que no Brasil, cerca de 93,7% das escolas estaduais de ensino fundamental possuem acesso à internet. As regiões com menor porcentagem de acesso são Norte e Nordeste, com os piores estados sendo Acre (48,2%), Amazonas (58,1%), Roraima (61,9%), Pará (66,4%) e Amapá (67,3%).

Desde 2021, o governo de Goiás investiu quase R$ 1 bilhão na modernização da educação, beneficiando diretamente cerca de 544 mil estudantes e mais de 25 mil professores. A política de conectividade também contemplou escolas localizadas em comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais, ampliando o acesso à tecnologia e promovendo a inclusão digital por meio da internet, em todo o território estadual.

A ampliação da internet nas escolas foi intensificada durante a pandemia da Covid-19, período em que o Estado acelerou os investimentos em infraestrutura tecnológica para assegurar a continuidade das atividades pedagógicas. A partir desse esforço, todas as unidades passaram a contar com conexão estável e adequada às demandas do processo de ensino-aprendizagem.

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Estudantes podem corrigir redações do Enem com ajuda de Inteligência Artificial – Foto: Divulgação/Secom

Além da conectividade, a política educacional incluiu a distribuição de notebooks para todos os professores da rede estadual, totalizando 28 mil equipamentos, e a entrega de Chromebooks para estudantes do ensino médio e do 9º ano do ensino fundamental. Os dispositivos contam com recursos integrados de inteligência artificial e têm como objetivo fortalecer o aprendizado. Atualmente, mais de 206 mil equipamentos estão disponíveis para uso dos alunos na rede estadual.

A conectividade também impactou positivamente a realidade dos estudantes da zona rural, que passaram a acessar conteúdos interativos, videoaulas e ambientes virtuais de aprendizagem. A iniciativa contribuiu para reduzir a desigualdade tecnológica entre áreas urbanas e regiões mais afastadas, ampliando as oportunidades educacionais em um contexto cada vez mais digital.

O projeto teve início com o programa Conectar Goiás, criado para levar internet de alta velocidade e qualidade a todas as escolas públicas estaduais. A partir dessa base, o governo estruturou outras iniciativas, como o GoiásTec, que oferta ensino médio mediado por tecnologia em comunidades remotas, e a Jornada para o Futuro, com cursos voltados à Inteligência Artificial e ao Desenvolvimento Web, preparando estudantes para as novas exigências do mercado de trabalho.

Segundo a secretária de Educação, Fátima Gavioli, a universalização da internet representa apenas o primeiro passo do processo de transformação digital na educação. Ela destaca que o Estado pretende continuar investindo na formação dos professores, na ampliação da qualidade da conectividade e na oferta de dispositivos, sempre com foco no uso eficiente dos recursos públicos.

Benefícios do acesso à internet

Na prática, a conectividade ampliou o uso de ferramentas educacionais baseadas em tecnologia e inteligência artificial. Entre os estudantes do 3º ano do ensino médio, um dos aplicativos mais utilizados é o Letrus, que realiza correções automáticas de redações, identifica erros gramaticais e sugere melhorias na argumentação, simulando a avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A estudante Beatriz Souza Silva, de 17 anos, relata que o uso do aplicativo contribuiu de forma significativa para o aprimoramento de sua escrita, auxiliando no desenvolvimento das competências exigidas na prova de redação.

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Foto: Lúcio Bernardo Jr. / ABr

De acordo com a professora de Língua Portuguesa e coordenadora da área de Linguagens e suas Tecnologias, Luciene Cristina de Assis, a utilização pedagógica da plataforma aumentou o engajamento dos alunos nas aulas de redação. Ela observa que a ferramenta estimulou uma dinâmica mais participativa entre as turmas, com os estudantes demonstrando interesse em reescrever os textos para melhorar o desempenho.

O acesso à internet de qualidade também possibilitou experiências educacionais mais avançadas. A ex-aluna Maurielle Machado e aprovada no curso de Física da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), destaca que as aulas mediadas por tecnologia tiveram papel decisivo em sua trajetória acadêmica.

Segundo ela, os estudantes utilizavam plataformas institucionais e ferramentas que permitiam o acompanhamento de fenômenos astronômicos em tempo real. Além disso, o uso de recursos de realidade virtual proporcionou experiências imersivas em 3D, como a observação da Lua e do Sol em ambientes digitais.

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