Suzane von Richthofen causa tumulto ao tentar liberar corpo de tio
Condenada pelo assassinato dos pais, ela foi à delegacia e ao IML após a morte de Miguel Abdalla Neto, registrada como suspeita
A presença de Suzane von Richthofen no 27º Distrito Policial, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, provocou tumulto no último sábado (10). Condenada a mais de 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, ela tentou assumir os trâmites para a liberação do corpo do tio materno, Miguel Abdalla Neto, encontrado morto um dia antes em sua residência, na mesma região da cidade.
Segundo apuração policial, a documentação já havia sido iniciada por outra parente, mas Suzane von Richthofen alegou ter legitimidade para conduzir o processo, o que atrasou a finalização da papelada. A movimentação chamou a atenção dos agentes de plantão, que a reconheceram mesmo após a mudança de nome adotada após o casamento.
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Investigação sobre a morte
O caso foi registrado como morte suspeita, apesar de a Polícia Militar não ter identificado sinais de violência nem arrombamento no imóvel. A investigação segue sob responsabilidade da mesma delegacia que, em 2002, apurou o assassinato de Manfred e Marísia Richthofen, crime que levou à condenação de Suzane von Richthofen.
Miguel Abdalla foi tutor de Andreas von Richthofen e ex-inventariante do espólio da família. A relação entre tio e sobrinha foi marcada por disputas judiciais ao longo dos anos, incluindo pedidos de afastamento e acusações de irregularidades. Atualmente em regime aberto, Suzane von Richthofen voltou ao centro das atenções em meio a um episódio cercado de tensão e repercussão pública.