O Hoje, O Melhor Conteúdo Online e Impresso, Notícias, Goiânia, Goiás Brasil e do Mundo - Skip to main content

sábado, 31 de janeiro de 2026

No DF, partidos de esquerda não se unem e muito menos os da direita

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 15 de janeiro de 2026
esquerda
Ilustração: Takeshi Gondo

Na história recente do País e da vida política do Distrito Federal, houve bons gestores e líderes políticos que, a seu modo e circunstâncias, fizeram o dever de casa, mas só Joaquim Roriz (1936-2018) liderou uma grande força de coalizão em todos os seus mandatos. Depois dele, vieram gestores com alto e baixos índices de aprovação, mas não chegaram ao topo de Roriz. No entanto, mesmo com oposição ferrenha da esquerda, a polarização era bem delimitada e acordos políticos honrados.

No DF de hoje, o que os 3 milhões de habitantes da capital da República percebem, bem como os 2,2 milhões de eleitores, são grupos políticos que ora estão de um lado, ora de outro. A palavra empenhada em acordos evapora em um piscar de olhos. Para piorar o cenário da elite política, nem o campo da direita ou da esquerda se une e cada um busca tirar proveito das circunstâncias. O PT, que no passado era protagonista, praticamente estava no chão com a derrota para governador em 2022.

Nem candidato competitivo teve e abraçou Leandro Gass (à época no PV), que só conquistou 434.587 votos. Perdeu para Ibaneis Rocha (MDB), que cravou 832.633 votos e venceu no primeiro turno. Nem a direita escapa e está dividida entre a candidata da situação, Celina Leão (PP), e o ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Nessa toada, a polarização deve se fixar nestas duas candidaturas. No campo de esquerda, Leandro Grass será mesmo o candidato do PT e Ricardo Cappelli (PSB) não decolou e pode desistir. A incógnita é a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), que, dependendo da situação de José Roberto Arruda, pode surpreender.

Magda volta ao PL pela porta dos fundos
A deputada federal Magda Mofatto perdeu o PRD para o presidente da Alego, Bruno Peixoto, e está de volta ao PL, legenda pela qual foi eleita e abandonou. Agora está de volta, mas pela porta dos fundos, ao dizer que foi a convite do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. A coluna buscou a informação, mas ninguém confirmou. A conferir.

Elas por Tarcísio
Michelle Bolsonaro (PL) e a primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, usaram as redes sociais para estimular a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) ao Palácio do Planalto. O gesto gerou incômodo entre bolsonaristas, que já chamam o governador de “traidor”. Já aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falam em “ato de desespero” da ex-primeira-dama.

Nome forte
A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 veio na mesma linha da Meio/Ideia. Tarcísio é o nome mais forte da direita para enfrentar Lula (PT). Entre eleitores independentes, que não se identificam nem com lulismo nem com bolsonarismo, o governador de São Paulo lidera o potencial de votos.

Garcez deputada
Nos corredores do Paço Municipal, a secretária de Governo, Sabrina Garcez (Republicanos), já é a candidata do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) à Alego. A vice-prefeita Coronel Cláudia (Avante) e a presidente da GoiâniaTur, Nárcia Kelly (PP), também devem disputar cadeiras no Legislativo estadual.

Alano nega
A coluna entrou em contato com o presidente do Novo em Goiás, Alano Queiroz, que afirmou não ter conversado com o deputado Gustavo Gayer (PL) sobre uma eventual candidatura ao Senado, embora as portas estejam abertas. Segundo Alano, já houve diálogo com o deputado Zacharias Calil (UB), também sem veto à possibilidade.

Lula dá o troco no Congresso – O presidente Lula não deixa barato ao Congresso e decide vetar R$ 400 milhões em emendas parlamentares e remaneja R$ 7 bilhões do Orçamento. O governo vai repor a verba de políticas sociais que os congressistas cortaram.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos canais de comunicação do O Hoje para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.