Ê, Goiânia, Mabel não dá conta e ainda faltam três anos. 3 anos!
Goiânia, cuja beleza é cantada em prosa e verso por poetas, artistas populares, duplas sertanejas e até Ivan Lins (numa letra do senador Jorge Kajuru), não aguentou um ano de Sandro Mabel. Quem viaja por rodovia até São Paulo, como na música de Leonardo, volta cabisbaixo: nenhuma cidade está tão esburacada, feia, fedida, cheia de mato. Debate-se o problema do lixo desde a eleição do biscoito e… nada. Passa-se pelas goianas Hidrolândia e Itumbiara, bem à frente da Capital. As mineiras Uberlândia e Uberaba, que se espelhavam em Goiânia, não em Belo Horizonte (e ambas foram construídas de forma planejada), se distanciaram em gestão. As paulistas Ribeirão Preto e Campinas vão se indignar se comparadas ao que Mabel fez com Goiânia.
Na hora de pagar IPTU e ITU, além da infinidade de taxas, olha-se para os boletos e só vêm à mente xingamentos – não há contrapartida pelos tributos. Basta uma hora andando por Uberlândia e as diferenças dão até inveja. Organização total próximo ao Estádio do Sabiá, administrado pela prefeitura e onde nesta quarta-feira se enfrentaram Tombense e Cruzeiro pelo Campeonato Mineiro de futebol. As paradas de ônibus, muito mais velhas que as de Goiânia, estão cuidadas. O município banca 100% da tarifa do transporte para os estudantes, enquanto aqui o prefeito falhou e teve de passar o comando para o Estado.
E ainda faltam três anos. Três anos! Mais precisamente, 35 meses e meio de maus-tratos.