Trump afirma que “o massacre no Irã está parando”
Em meio a ameaças de intervenção, norte-americano afirma que repressão está no final
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (14), ter recebido informações de que a repressão violenta em curso no Irã foi interrompida e que não haveria previsão de novas execuções de manifestantes.
Segundo Trump, a informação teria vindo de uma “fonte segura”. “O massacre no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções”, disse o presidente, sem detalhar a origem ou o conteúdo do relato recebido. As declarações contrastam com números divulgados por autoridades e organizações independentes sobre a repressão. O governo iraniano afirma que mais de 2.000 pessoas morreram durante a contenção das manifestações, enquanto organizações não governamentais estimam que o total de mortos ultrapasse 3.400.
Trump avalia intervenção na região
Ainda, os EUA anunciaram a retirada de parte de seu pessoal de bases militares no Oriente Médio. A medida foi classificada como preventiva e ocorreu após o Irã alertar países da região de que bases norte-americanas poderiam ser atacadas caso Washington decida intervir militarmente.

Trump tem reiterado ameaças de uma possível intervenção em apoio aos manifestantes. Em entrevista à CBS News, na terça-feira (13), prometeu uma “ação muito forte” caso execuções sejam levadas adiante e incentivou a continuidade dos protestos. O governo iraniano, por sua vez, acusa os EUA e Israel de fomentar a instabilidade e afirma combater grupos classificados como “terroristas”.
Segundo o The Wall Street Journal, Trump avalia diferentes opções, que incluem ataques militares, ações cibernéticas e novas sanções. Uma autoridade da Casa Branca disse que um ataque é “mais provável do que improvável”, embora haja resistência interna e apelos por uma saída diplomática, inclusive do vice-presidente J.D. Vance.
A preocupação com um eventual conflito também mobiliza países da região. Arábia Saudita, Omã e Catar alertaram os EUA sobre possíveis impactos no mercado de petróleo e riscos de instabilidade regional. Já o ministro da Defesa do Irã, Aziz Nasirzadeh, afirmou que o governo usará todo o seu poder contra “terroristas armados e brutais”.