Bruninho abre o jogo, desmente goleiro Bruno e cobra pensão atrasada
Adolescente afirma que aceitou conversar após três anos de tentativas e contesta nota da defesa do goleiro
O jovem Bruno Samudio, Bruninho, de 15 anos, se pronunciou nesta quinta-feira (15) após o cancelamento de um encontro que teria com o pai, o goleiro Bruno Fernandes, atualmente jogador do Capixaba Sport Club. A manifestação ocorreu depois de a equipe jurídica do atleta divulgar uma nota atribuindo à família materna a desistência da reunião.
Em entrevista concedida à Record, Bruninho afirmou que aceitou conversar com o pai após cerca de três anos de tentativas de contato feitas pelo goleiro. Segundo o adolescente, a iniciativa partiu do atleta e o encontro havia sido combinado previamente, mas acabou desmarcado sem explicações claras.
De acordo com Bruninho, no dia marcado, o pai não compareceu e não apresentou justificativas imediatas. Posteriormente, segundo ele, o goleiro divulgou áudios e informações sugerindo que teria sido procurado de forma insistente pela família do jovem, versão que Bruninho contesta.
Além disso, o adolescente relatou que decidiu aceitar a conversa com o objetivo de encerrar pendências pessoais. Segundo ele, o encontro seria uma oportunidade para ouvir a versão do pai sobre os fatos e colocar um ponto final na situação, o que não ocorreu devido ao cancelamento.

Versões sobre o cancelamento do encontro
A equipe jurídica do goleiro Bruno divulgou nota afirmando que o encontro foi desmarcado após exigências da avó materna de Bruninho, Sonia Moura. Conforme o comunicado, teria sido solicitado que o atleta comparecesse sozinho, sem a presença da atual esposa ou de advogados.
A defesa também alegou que houve ameaça de acionamento da Justiça para obtenção de uma Medida Protetiva de Urgência, caso o encontro não ocorresse nos termos exigidos. Ainda segundo a nota, o goleiro teria respeitado decisões judiciais anteriores que o impediriam de manter contato direto com o filho.
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Bruninho, no entanto, negou essa versão durante a entrevista. Ele afirmou que a iniciativa do encontro partiu do pai e que não houve tentativa de constrangimento ou armadilha por parte da família materna.

Cobrança de pensão alimentícia
Durante a entrevista, o adolescente também afirmou que o goleiro estaria em débito com a pensão alimentícia. Segundo Bruninho, o valor acumulado corresponderia a aproximadamente quatro anos de pagamentos não realizados.

O jovem declarou que tentou garantir ao pai o direito de ser ouvido, mas que, diante do cancelamento do encontro, pretende agora buscar seus direitos legais, incluindo a regularização da pensão.
O caso ocorre no contexto da condenação de Bruno Fernandes a 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio, mãe de Bruninho, crime ocorrido em 2010.