Mabel começa o declínio da Goiânia bela e valorizada
A fama nacional de Goiânia é de beleza, organização, flores, música e prosperidade. Essas palavras auspiciosas aumentam a responsabilidade de Sandro Mabel. O que está fazendo com a cidade não é somente o oposto do que se esperava, sua atuação é indigna, infeliz e prejudicial aos moradores nos mais diferentes aspectos. Até a valorização dos imóveis, que na capital goiana supera qualquer pesquisa oficial, pode estar começando a cair. Nos últimos anos, famílias têm mudado para cá vindo de lugares sitiados pelo crime, como as capitais nordestinas e do Sudeste. Era uma migração diferente, pois antes vinham mais do sertão e ninguém das regiões metropolitanas.
Com Nion Albernaz, Iris Rezende e Darci Accorsi, Goiânia ganhou centenas de parques e praças que até hoje rendem prêmios, inclusive, internacionais. Assim foi construído o prestígio da cidade como aprazível, paradisíaca e outros termos só dirigidos a lugares de alto conceito. A buraqueira, a desorganização, a grama artificial, as broncas em cidadãos no meio da rua, nada disso contribui para a ótima fama da Capital. Pelo contrário. O declive administrativo cuja logo é sintetizada na figura de Mabel pode se tornar irreversível.
Cabe aos órgãos de controle frear a ruindade da administração antes que a incompetência signifique delito. Para Mabel, avanço tecnológico é avisar via mensagem que a Marginal Botafogo vai ficar alagada. Deveria mandar para o celular de suas vítimas, todos os goianienses, a notícia de que vai resolver o problema, não só impedir que os motoristas passem por lá.