222, nº de Michelle, vai definir vaga de senador até em Goiás
A candidatura de Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher, ao Senado pelo Distrito Federal pode impactar bastante as eleições, inclusive, em Goiás (leia mais na página 7 desta edição). Os três maiores motivos são sua liderança nas pesquisas, o público evangélico e, acima de tudo, o voto fiel dos bolsonaristas. E chega ao marketing: seu número, que provavelmente vai ser o 222, deve ajudar decisivamente do lado de cá do quadradinho.
No período das campanhas, a de Brasília e a de Goiás se entrelaçam no Entorno. O material gráfico, os carros de som, o horário do TRE, as andanças dos cabos eleitorais, tudo é compartilhado em termos de aparição. Portanto, o 222 goiano ainda nem existe e já é um dos favoritos. A força de Michelle é tamanha que venceu o marido em 2022, quando duas ex-ministras do governo Bolsonaro se enfrentaram pela vaga aberta no Senado pelo DF – ele apoiou Flávia Arruda (383.541 votos) e ela, Damares Alves (644.904). Flávia, que tinha o mesmo 222, largou na frente, mas Damares, graças a sua madrinha, atropelou no fim.
Outra consequência de Michelle no DF é manter no PL a nominata para deputados distritais e federais. Se o partido ficasse sem representantes na chapa majoritária, é provável que o ex-governador José Roberto Arruda herdasse a turma toda no PSD. Com a ex-primeira-dama do Brasil pedindo o “vote nos 3” ao lado de Celina Leão para governadora e Ibaneis Rocha senador, haverá uma reviravolta de 360º na política do DF, ou seja, mantida como está. É como nas pesquisas: o eleitor diz que quer.