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terça-feira, 20 de janeiro de 2026
população geral

Cinco minutos de atividade física podem reduzir risco de morte

Estudo publicado na The Lancet aponta que pequenas mudanças diárias podem impactar a longevidade, sobretudo entre pessoas sedentárias

Luana Avelarpor Luana Avelar em 20 de janeiro de 2026
atividade física
Foto: iStock

Adicionar poucos minutos de atividade física à rotina diária pode gerar efeitos na redução do risco de morte, especialmente entre pessoas mais sedentárias. É o que revela um estudo publicado pela revista The Lancet, que analisou dados de mais de 150 mil adultos acompanhados em países como Estados Unidos, Suécia, Noruega e Reino Unido.

De acordo com a pesquisa, apenas cinco minutos extras por dia de atividade física moderada a vigorosa — como uma caminhada em ritmo mais acelerado — têm potencial para prevenir até 6% das mortes entre os indivíduos menos ativos. O estudo também indica que reduzir o tempo sentado em cerca de 30 minutos diários pode diminuir em até 7% as chances de óbito na população geral.

Os pesquisadores utilizaram dispositivos eletrônicos para medir com precisão tanto os níveis de atividade física quanto o comportamento sedentário dos participantes, o que permitiu uma análise mais detalhada dos impactos dessas variáveis na saúde. Os dados reforçam a associação entre movimento regular, melhor qualidade de vida e menor risco de mortalidade precoce.

Apesar dos resultados positivos, o estudo aponta que os efeitos das mudanças podem variar entre indivíduos, já que cada pessoa aumenta sua atividade de maneira distinta. Ainda assim, as estimativas indicam que, em uma população com 100 mil mortes anuais, cerca de 6 mil poderiam ser evitadas se os mais sedentários incorporassem apenas cinco minutos diários de atividade física.

A pesquisa também destaca que interromper longos períodos sentados, mesmo que por meia hora a menos ao dia, pode gerar benefícios relevantes. Entre os menos ativos, essa redução pode evitar cerca de 3% das mortes; considerando toda a população, o impacto pode chegar a 7%.

Os autores defendem que pequenas mudanças de comportamento, quando adotadas coletivamente, podem produzir ganhos expressivos para a saúde pública. Estudos futuros devem aprofundar a análise sobre o número de passos diários e sua relação com a redução de doenças e mortes.

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