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sábado, 24 de janeiro de 2026

Escândalos sobem dos 3 mil no Mensalão aos 50 bi do Master

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 24 de janeiro de 2026
Master
Foto: Rovena Rosa /ABr

A roubalheira chegou a tal ponto que tornou insensíveis as suas vítimas, ninguém fica chocado com mais nada. O escândalo de 2004, em que um funcionário dos Correios foi flagrado recebendo R$ 3 mil, parece brincadeira de criança se comparado ao golpe do Banco Master, que já passou de R$ 50 bilhões. A pequena quantia resultou no Mensalão, que custou cassações e prisões de poderosos, enquanto o montante do Master não está mobilizando os parlamentares sequer para formar uma CPMI.

Nem sempre foi assim. Em 1983, Coroa-Brastel foi liquidado pelo Banco Central e seu dono recebeu R$ 100 mil, com repercussão tão grande que virou música do RPM. No final dos anos 1990, o caso Caixego provocou confusão por causa de R$ 5 milhões. Fernando Collor caiu da presidência porque seu tesoureiro PC Farias conseguiu-lhe de presente um Fiat Elba. Dilma Rousseff também sofreu impeachment por pedaladas fiscais que, resumindo, deram prejuízo exatamente nenhum. Antônio Palocci caiu do Ministério da Fazenda sob acusação de cobrar R$ 50 mil por mês de prestadoras de serviço. Portanto, tudo troco de sorvete se comparado ao Master, até os R$ 800 milhões dos anões do Orçamento e os R$ 6,5 bilhões roubados dos velhinhos do INSS.

Outro efeito desses casos é que evitá-los e punir os envolvidos custa mais montanhas de dinheiro: Ministérios Públicos, Polícias, CGU, Tribunais de Contas, penitenciárias… Vida em sociedade não é fácil. Nem barata. 

 

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