Falta de cargo reflete baixo nível da bancada goiana no Congresso
Em dois séculos, nenhum goiano foi presidente do triunvirato maior do Legislativo federal, o Senado, a Câmara dos Deputados e o Congresso. Atualmente, ninguém comanda nada, reflexo do nível ruim na média dos avaliados. No próximo outubro, renovam-se as chances de eleger alguns que prestem, como já houve. Até pouco tempo atrás, políticos do Estado presidiam as principais comissões, as de Constituição e Justiça – os últimos foram Demóstenes Torres no Senado e Daniel Vilela na Câmara. Geralmente, as eleições para os cargos são realizadas nos anos ímpares, exceções para lideranças de partidos, blocos, federações, governo (maioria) e oposição (minoria).
Dos líderes partidários, o mais recente de Goiás foi o deputado Jovair Arantes. Vanderlan Cardoso e Lúcia Vânia presidiram comissões. Wilder Morais (no Senado) e Ronaldo Caiado (na Câmara e no Senado) também exerceram cargos nas siglas, na minoria e à frente de comissões. Alexandre Baldy liderou o PTN. Henrique Santillo, Iram Saraiva e Marconi Perillo chegaram a vice-presidentes do Senado.Veja há quanto tempo os que alcançaram altos postos estão fora do Legislativo, os últimos dois já até mortos: Demóstenes (desde julho de 2012), Daniel e Jovair (desde janeiro de 2019), Caiado (dezembro de 2018), Baldy (novembro de 2017), Marconi (dezembro de 2010), Santillo (dezembro de 1986) e Iram (janeiro de 2013).
A expectativa é que na volta aos trabalhos, no próximo dia 1º, algum consiga ao menos alguma liderança, enfim, um brilho que tanta falta faz para honrar os votos e a memória dos antigos ocupantes.