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sábado, 31 de janeiro de 2026
CRIME EM CALDAS NOVAS

Perícia aponta tiros em local onde corretora foi morta em Caldas Novas

Simulação com arma de fogo integra apuração sobre morte de Daiane Alves; síndico e filho seguem presos

Thais Munizpor Thais Muniz em 31 de janeiro de 2026
caldas novas
Foto: Wildes Barbosa

A perícia realizada no local onde a corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, foi morta, em Caldas Novas, incluiu a simulação de disparos de arma de fogo para auxiliar no esclarecimento da dinâmica do crime. A informação foi confirmada pelo delegado André Barbosa à TV Anhanguera. Segundo a Polícia Civil, o procedimento busca confrontar o depoimento do investigado com dados técnico-científicos coletados no local.

O síndico do prédio onde a corretora morava, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos na quarta-feira (28). Cléber é suspeito de homicídio, enquanto Maykon responde por suspeita de obstrução de justiça. A perícia ainda não foi concluída e, conforme a polícia, não há confirmação oficial sobre a quantidade de disparos nem sobre a forma como a vítima foi morta.

“A ideia é verificar se o depoimento que ele deu é plausível por meio de comprovação através de perícias técnico-científicas. Esclarecer e tranquilizar a todos que serão feitos disparos de arma de fogo”, afirmou o delegado. Ele acrescentou que detalhes sobre a dinâmica do crime não seriam divulgados naquele momento. “A dinâmica do crime, e como tudo isso aconteceu, não vai ser trazido agora por esse comunicado”, disse.

Leia também: Meses antes de ser morta, corretora acionou a Justiça contra o filho do síndico em Caldas Novas

Prisões, audiência e posicionamento da defesa

Cléber e Maykon passaram por audiência de custódia na quinta-feira (31), quando a Justiça manteve as prisões. De acordo com o Ministério Público, durante a audiência ficou demonstrado que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da legalidade.

Na mesma data das prisões, o porteiro do prédio foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo o delegado Pedromar Augusto de Souza, a investigação segue em andamento para apurar as circunstâncias do crime.

Em nota enviada ao g1, a defesa de Cléber e de Maykon informou que os fatos ainda estão sendo apurados e que o síndico tem interesse em colaborar com as autoridades. A defesa declarou ainda que não há envolvimento do filho na morte de Daiane.

Desaparecimento, corpo localizado e denúncias anteriores

Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro, após descer ao subsolo do prédio para tentar restabelecer a energia elétrica do próprio apartamento. Antes disso, ela gravou vídeos mostrando o imóvel sem energia e enviou o material a uma amiga, informando que iria religar o padrão.

A mãe da corretora, Nilze Alves, havia combinado de ir a Caldas Novas no dia seguinte, 18, para tratar de locações do período de Natal e da virada do ano. Ao chegar ao apartamento, não encontrou a filha. Nilze relatou que a porta havia sido deixada aberta, mas foi encontrada trancada. Um boletim de ocorrência foi registrado no mesmo dia.

Após mais de 40 dias desaparecida, Cléber Rosa de Oliveira confessou o crime à polícia. O corpo de Daiane foi localizado em estado de ossada em uma área de mata a cerca de 20 quilômetros de Caldas Novas.

Antes do desaparecimento, no dia 19 de janeiro, Cléber foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada, conhecido como stalking. A denúncia, assinada pelo promotor Christiano Menezes da Silva Caires, aponta que, entre fevereiro e novembro de 2025, o síndico teria praticado atos como ameaças, agressões verbais e monitoramento constante da corretora.

No mesmo dia, Daiane também foi denunciada pelo MP por invasão de domicílio, após entrar sem autorização na sala administrativa do síndico. A defesa da corretora contestou a acusação e afirmou que “a acusação apresentada pelo síndico é infundada e omite a realidade dos fatos”.

 

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