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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
diagnóstico precoce

Fevereiro Roxo alerta para sinais do Alzheimer que vão além do envelhecimento

Campanha chama atenção para diagnóstico precoce e para doenças neurológicas que ainda são confundidas com o envelhecimento natural

Luana Avelarpor Luana Avelar em 3 de fevereiro de 2026
Fevereiro Roxo
Foto: iStock

O fevereiro roxo, mês dedicado à conscientização sobre doenças crônicas incuráveis, volta a colocar em evidência um dos principais desafios da saúde pública contemporânea: o reconhecimento precoce do Alzheimer. A doença, ainda frequentemente confundida com o envelhecimento natural, segue sendo diagnosticada tardiamente em grande parte dos casos, o que compromete o acompanhamento e a qualidade de vida dos pacientes.

Além do Alzheimer, o fevereiro roxo também aborda outras condições de impacto prolongado, como o lúpus e a fibromialgia. Estimativas apontam que a fibromialgia atinge cerca de 3% da população brasileira, com maior incidência entre mulheres. Já o lúpus afeta mais de 65 mil pessoas no país, principalmente na faixa etária entre 20 e 45 anos.

O Alzheimer é hoje a principal causa de demência no mundo e figura entre os maiores desafios de saúde pública do século XXI. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 57 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência globalmente, sendo o Alzheimer responsável por 60% a 70% dos casos. A tendência é de crescimento nas próximas décadas, impulsionada pelo envelhecimento da população, fator que reforça a relevância do fevereiro roxo como estratégia de conscientização.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde estimam que entre 1,2 milhão e 2 milhões de pessoas convivem atualmente com a doença, com cerca de 100 mil novos diagnósticos por ano. Especialistas destacam que a busca por avaliação médica ao surgirem os primeiros sintomas é decisiva para o manejo adequado.

Fevereiro roxo e os sinais que não devem ser ignorados

A neurologista Lorena Bochenek explica que o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva, que compromete memória, raciocínio e comportamento. “O Alzheimer é a causa mais comum de demência. Ele costuma ter início lento e progressivo, geralmente com falhas de memória recente, o que faz com que os primeiros sinais passem despercebidos”, afirma.

Segundo ela, distinguir o envelhecimento natural da manifestação da doença é um dos principais desafios enfrentados por famílias e profissionais de saúde. “Esquecimentos leves podem ocorrer com a idade. No Alzheimer, o esquecimento é frequente, progressivo e interfere na rotina, como esquecer compromissos importantes ou se perder em locais conhecidos”, alerta.

Alterações de humor, dificuldade para organizar tarefas simples, problemas para encontrar palavras e perda de interesse por atividades habituais estão entre os sinais que exigem atenção. “Muitas famílias atribuem esses sintomas apenas à idade, o que acaba atrasando o diagnóstico e o início do acompanhamento”, ressalta Lorena Bochenek.

A maioria dos casos ocorre após os 65 anos, conforme diretrizes clínicas internacionais atualizadas até 2024, embora existam registros de Alzheimer de início precoce, antes dos 60. O diagnóstico é baseado principalmente em avaliação clínica, testes cognitivos e exames de imagem.

“O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento mais cedo, retardar a progressão dos sintomas e preservar a autonomia do paciente por mais tempo”, destaca a neurologista.

Embora não haja cura, tratamentos disponíveis ajudam a controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida. Medicamentos ofertados pelo Sistema Único de Saúde, aliados a acompanhamento multidisciplinar e a hábitos saudáveis, integram o cuidado contínuo.

Durante o fevereiro roxo, especialistas também reforçam que atividade física regular, alimentação equilibrada, estimulação cognitiva, vida social ativa e o controle de doenças como hipertensão e diabetes estão associados à redução do risco de demência.

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