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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Governo Trump

Trump exige US$ 1 bilhão de Harvard para encerrar investigações federais

Presidente acusa universidade de tolerar antissemitismo em protestos pró-Palestina e ameaça cortar recursos federais

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 3 de fevereiro de 2026
Trump contra Harvard
Foto: Reprodução/Shannon Stapleton

Nesta segunda-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo exige o pagamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) da Universidade de Harvard para encerrar investigações federais relacionadas às políticas adotadas pela instituição.

Apesar de meses de negociações, ainda não houve um acordo definitivo entre as partes. O governo Trump tem ameaçado reter recursos federais destinados a Harvard e a outras universidades, alegando preocupações relacionadas a protestos pró-palestinos contra a guerra de Israel em Gaza, programas de diversidade no campus e políticas voltadas a pessoas transgênero.

Trump afirma que Harvard e outras instituições de ensino superior permitiram manifestações de antissemitismo durante atos pró-Palestina. “Queremos agora um bilhão de dólares em indenização e não queremos mais ter qualquer relação com a Universidade de Harvard no futuro”, escreveu o presidente em uma publicação na rede social Truth Social, sem detalhar como o valor foi definido ou a que tipo de indenização se referia.

A declaração foi uma resposta a uma reportagem do New York Times, que citava fontes segundo as quais o governo teria desistido da exigência financeira nas negociações em curso. Trump negou a informação.

Autoridades do governo norte-americano e representantes da universidade estão envolvidos em negociações há meses. Em setembro, o presidente chegou a afirmar que um acordo estava próximo e que incluiria um pagamento de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,6 bilhões) por parte da instituição.

A Universidade de Harvard, localizada em Cambridge, no estado de Massachusetts, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela agência Reuters.

O governo federal já encerrou investigações semelhantes envolvendo outras universidades. No entanto, Harvard entrou com uma ação judicial contra a administração Trump no ano passado, e um juiz decidiu posteriormente que o governo havia cancelado ilegalmente algumas bolsas de pesquisa destinadas à instituição.

Manifestantes, incluindo grupos judaicos, afirmam que o governo tem equiparado de forma equivocada críticas às ações de Israel em Gaza e à ocupação de territórios palestinos ao antissemitismo, além de associar a defesa dos direitos palestinos ao apoio ao extremismo.

Trump contra Harvard
Foto: Reprodução/Harvard

Conflito entre Trump e Harvard

Entre as decisões adotadas pelo governo de Donald Trump em relação à Universidade de Harvard está o cancelamento de centenas de bolsas concedidas a pesquisadores, sob a justificativa de que a instituição não teria feito o suficiente para combater o assédio a estudantes judeus em seu campus.

A administração Trump passou a adotar uma série de medidas contra Harvard, incluindo tentativas de barrar a permanência de estudantes estrangeiros, ameaças ao credenciamento da universidade e a possibilidade de novos cortes de verbas, sob a alegação de violação da lei federal de direitos civis.

Em resposta, a instituição afirmou ter adotado ações para tornar o campus mais acolhedor a estudantes judeus e israelenses, que teriam sido alvo de um tratamento classificado como “cruel e repreensível” após o início da guerra de Israel em Gaza.

Apesar disso, o presidente de Harvard, Alan Garber, declarou que as exigências do governo extrapolam o combate ao antissemitismo e representam uma tentativa ilegal de interferência nas “condições intelectuais” da universidade.

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