Um casal procurado internacionalmente foi preso nesta quarta-feira (4), em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após uma operação articulada entre forças de segurança brasileiras e a Interpol. Incluídos na Difusão Vermelha do órgão, os dois tinham condenações definitivas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes e eram considerados foragidos da Justiça.
A prisão ocorreu depois de um trabalho de inteligência que reuniu informações da Polícia Federal e da Polícia Militar de Minas Gerais, com apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI). A atuação da Interpol foi decisiva para rastrear o deslocamento do casal e confirmar sua permanência em território mineiro, permitindo o cumprimento dos mandados expedidos pela Justiça estadual.
Investigação levou caso à Interpol
De acordo com as apurações judiciais, o casal administrava um orfanato e adotou diversas crianças ao longo dos anos. O processo aponta que, no local que deveria assegurar proteção, as vítimas teriam sido submetidas a abusos sistemáticos, além de sequestro, cárcere privado e estupro. A gravidade das acusações levou à inclusão dos nomes nos mecanismos internacionais da Interpol, ampliando o alcance das buscas.
As investigações também indicaram a possibilidade de produção e circulação de registros audiovisuais dos crimes, elemento que reforçou a necessidade de cooperação internacional. A troca de dados entre as forças de segurança, viabilizada pela Interpol, permitiu localizar o casal e encerrar o período de fuga.
Após a prisão, os condenados foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição do Judiciário. O homem, de 61 anos, natural de Belo Horizonte, cumpre pena definitiva de 36 anos de reclusão em regime fechado pelo crime de estupro. A mulher, de 69 anos, natural de Sabinópolis, foi sentenciada a 20 anos de prisão, também em regime fechado, por estupro, estupro qualificado, sequestro e cárcere privado.
A operação evidencia o papel da Interpol no enfrentamento a crimes de alta gravidade e na captura de foragidos que tentam se ocultar além das fronteiras nacionais, reafirmando a importância da cooperação internacional no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.