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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Congresso reduz radicalismo de políticos. Civilidade ou medo?

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 5 de fevereiro de 2026
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Nesta semana, o Congresso Nacional voltou a se reunir e a temperatura política, em vez de aumentar, caiu. O Davi Alcolumbre, que se apavora quando vê um petista, é só o que deseja apoio dos poucos agricultores de seu Amapá. Viu-se em Brasília como funciona: o presidente do Senado aos sorrisos com os ministros e até com o presidente Lula. Bolsonaristas, que têm pavor dos integrantes do Supremo Tribunal Federal, gritam, rosnam, vamos cassar, impeachment, ditadura de toga. De longe. Na volta dos trabalhos, se viu a turma do STF por ali e nenhum parlamentar falou sequer “arroz” para os ministros. Civilidade e caldo de galinha…

Isso é bom. Já foi o tempo em que o pessoal comparecia às reuniões portando revólveres e até metralhadoras. Agora, é tudo no gogó. Ou no vídeo. Nos vídeos que um dos radicais do PL, o deputado federal goiano Gustavo Gayer, posta em suas redes sociais para delírio dos seguidores, até o vocabulário é diferente de quando circula pelos corredores de Brasília. Até por ser regimental, no prédio do Congresso é Vossa Excelência o que aqui fora é palavrão.

A fase de Goiás é ruim. Quando se fala em tribuna, a bancada grita “credo em cruz”, sua líder, Flávia Morais, prefere os bastidores e até a jornalista Silvye Alves, uma estrela da TV, aparece pouco. O senador Jorge Kajuru, ex-desaforado com adversários como Marconi Perillo e Vanderlan Cardoso, está calmo, pois foi governo com Jair Bolsonaro e está sendo governo com Lula. Ou seja, não pode partir para cima dos aliados. Lula só tem 3 dos 17 deputados federais goianos e, dos 14, apenas Gayer o critica – assim mesmo, muito mais no plenário do YouTube e do Instagram. (Especial para O HOJE)

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