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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Segurança

Carnaval exige atenção redobrada para crimes contra mulheres e golpes financeiros

Bloquinhos de pré-Carnaval rendem diversão, mas é preciso atenção contra casos de assédio, importunação sexual, fraudes com cartões, PIX e pagamentos por aproximação

João Césarpor João César em 5 de fevereiro de 2026
Carnaval
Ministério Público e Defensoria Pública orientam foliões sobre como se prevenir de violências e crimes em meio às aglomerações - Foto: Divulgação/SET

O Carnaval é, com certeza, uma das maiores e mais aguardadas festas do Brasil. É um evento com uma atmosfera festiva, de alegria e celebração da vida, levando anualmente milhões de pessoas para as ruas. Com isso, muitas experiências e histórias boas são vividas, porém não se pode fechar os olhos para os riscos e os crimes que acontecem nesta época do ano.

Em Goiânia, as festas começam neste final de semana com os bloquinhos de pré-Carnaval. Por isso, é preciso tomar cuidado com diversos crimes que acontecem em meio às aglomerações. Alguns dos mais cometidos neste período envolvem assédio, importunação sexual e financeiros, como fraudes do PIX e golpes com cartão.

Uma grande preocupação durante as folias é em relação a segurança das mulheres, devido ao alto índice de crimes violentos. Por conta disso, diversas forças de segurança e entidades ligadas à justiça estão realizando campanhas de conscientização e prevenção. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) desenvolve campanhas educativas sobre o assunto. Nos próximos dias também irão lançar uma campanha com o tema “Não é Não”.

Outra entidade que está engajada com campanhas de proteção às mulheres no Carnaval é a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO). Em suas redes sociais estão sendo divulgados conteúdos educativos, por meio do Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), que realiza neste período a campanha “Quem cuida, brilha”.

A coordenadora do Nudem, Ludmila Mendonça explica que o objetivo com essa ação é fazer a população identificar violências que se normalizam por ser Carnaval. “A intenção é conscientizar as pessoas a não deixar essas mulheres sozinhas, chamar a polícia quando identificar uma violência, para conseguir proteger essas mulheres. Por estarmos no carnaval, uma época de festividade, não significa que as mulheres deixam de ser vítimas de violências”, acrescenta.

Durante o Carnaval, caso alguma mulher seja vítima de alguma violência, pode procurar a Defensoria Pública para realizar uma denúncia e receber direcionamentos de como agir. Outro ponto que a coordenadora do Nudem trouxe é o papel das pessoas que estão em volta para coibir a violência.

“Caso esteja em uma condição de segurança, recomendamos que perguntem se a pessoa está bem ou até fingir que conhece a vítima, porque isso às vezes já impede a violência. Mas de toda forma, nós orientamos que seja chamada a polícia militar ou se a polícia militar não estiver disponível imediatamente, que se chame a segurança do evento, porque nós precisamos coibir a violência contra a mulher. E que ninguém se omita em relação à violência contra a mulher, porque quando uma é agredida, nós fomentamos a violência de várias outras”, finaliza.

O contato do Nudem é (62) 3157-1039, caso precise de um atendimento mais urgente, a Defensoria Pública atende aos finais de semana pelo contato do plantão: (62) 3157-1130.

Além da DPE-GO, outro canal para que vítimas de violência no Carnaval é a Ouvidoria de Combate a Crimes Raciais e de Intolerância da Câmara Municipal de Goiânia, que durante as festas estará distribuindo materiais gráficos para conscientizar a população sobre a necessidade de respeitar os direitos humanos e a liberdade de todas as pessoas.

Caso uma vítima precise de um canal de denúncia ou de acolhimento pode entrar em contato com a ouvidoria pelo whatsapp no número (62) 99507-4487, pelo e-mail [email protected] ou pelo instagram @ouvidoriacontraintoleranciago.

Crimes cibernéticos e financeiros nas festas de Carnaval

De acordo com dados da Serasa Experian, durante o Carnaval chega a ser registrada uma tentativa de fraude financeira a cada 2,4 segundos. As principais ocorrências envolvem crimes com maquininhas de cartão, trocas de cartões, golpes com pagamentos por aproximação e PIX falsos.

A delegada Marcella Cordeiro Orçai, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos de Goiás (DERCC) destaca que em locais de grande movimentação de pessoas os golpistas costumam praticar dois golpes, majoritariamente: golpe da maquininha e substituição de cartões.

No primeiro caso, o golpista apresenta uma máquina de cartão com o visor quebrado ou adulterado, onde é informado um valor, mas quando efetua a cobrança o valor é superior. Já a substituição de cartões acontece quando, ao entregar o cartão para realizar o pagamento, os criminosos fazem uma troca por um cartão idêntico ou clonam o cartão com aparelhos específicos.

Para evitar golpes com a aproximação do cartão, a dica que a delegada dá para a população é desativar temporariamente a opção de pagamento com aproximação dos cartões físicos e utilizar opções de pagamento com carteira digital, que exigem autenticação por biometria. “Com a aproximação às vezes as pessoas passam as maquininhas perto de bolsos e bolsas, e fazem débitos não autorizados”, descreve.

As principais orientações da delegada é realizar denúncias nas delegacias especializadas, além de utilizar aplicativos, como o Celular Seguro do Ministério da Justiça, que bloqueia o aparelho remotamente. No caso de golpes no cartão ou no PIX, o ideal é bloquear imediatamente o cartão. Outras dicas são: não salvar senhas em blocos de notas, utilizar a autenticação em dois fatores e evitar conectar aparelhos a redes WI-FI desconhecidas.

 

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