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sábado, 7 de fevereiro de 2026
NEGOCIOS

Valentine’s Day amplia oportunidades e cresce no mercado goiano

Floriculturas, restaurantes e hotéis apostam na data para diversificar vendas em fevereiro e reduzir impacto do Carnaval

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 7 de fevereiro de 2026
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Divulgação/ Sebrae

Tradicional em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, o Valentine’s Day, celebrado em 14 de fevereiro, vem conquistando espaço no calendário comercial brasileiro. Impulsionada pelas redes sociais, pelo e-commerce e pela presença de empresas multinacionais, a data deixa de ser apenas uma referência cultural estrangeira e passa a representar uma nova janela de negócios, especialmente em um período historicamente afetado pelo Carnaval.

Para 2026, a expectativa do setor é de crescimento consistente nas vendas, com destaque para flores, plantas, gastronomia, experiências, moda e serviços. O movimento também começa a ganhar tração em estados fora do eixo Rio-São Paulo, como Goiás, onde produtores, floriculturas, restaurantes e hotéis já testam ações específicas para a data.

Uma data que se consolida no calendário comercial

Embora o Dia dos Namorados brasileiro seja celebrado em 12 de junho, o Valentine’s Day surge como uma alternativa estratégica para o varejo. Segundo a National Retail Federation (NRF), os gastos globais com a data atingiram US$ 27,5 bilhões em 2025, recorde histórico, sinalizando o apetite do consumidor por celebrações ligadas ao afeto.

No Brasil, a adoção ainda é gradual, mas crescente. Jovens consumidores, casais conectados ao ambiente digital e públicos influenciados pela cultura internacional puxam a demanda. Para o comércio, trata-se de duas oportunidades distintas de faturamento ao longo do ano, reduzindo a concentração de vendas em junho.

Flores e plantas lideram o movimento

O setor de flores e plantas decorativas é um dos principais beneficiados. Diferentemente de outras datas, o Valentine’s Day ocorre em um período de alta oferta de flores no Brasil, com pico de produção de espécies como rosas, alstroemerias, cravos, cravinas e folhagens.

Daniel da Silva, produtor e comerciante do setor, afirma que o faturamento no período cresce entre 30% e 40% ao ano, resultado de planejamento antecipado. “Trabalhamos previamente com nossos clientes, divulgando disponibilidade, preços e formatos de oferta. Isso permite que floriculturas, restaurantes e hotéis criem produtos e decorações específicas para a data”, explica.

Apesar da produção nacional aquecida, ainda há demanda por rosas importadas da Colômbia e do Equador, sobretudo em grandes centros urbanos.

Valentine’s Day
Divulgação/ Sebrae

Importação, câmbio e ajustes no mercado

A importação, no entanto, enfrenta desafios. De acordo com Edney Rodrigues dos Santos, da Prime Flowers, o câmbio tem limitado a competitividade do produto estrangeiro. “Com o dólar elevado, o produtor busca vender pelo melhor preço. Isso restringe novos contratos e nos faz manter apenas os volumes já negociados”, afirma.

Mesmo assim, o interesse crescente do consumidor brasileiro indica que o Valentine’s Day tende a se consolidar como uma data estratégica também para distribuidores, atacadistas e fornecedores de insumos, como embalagens e acessórios decorativos.

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Experiência, sustentabilidade e digitalização

Empresas ligadas à cadeia criativa também apostam na data. A Floral Atlanta, por exemplo, ampliou a oferta de produtos temáticos, embalagens personalizadas e soluções sustentáveis. A expectativa é de crescimento de cerca de 10% no período, impulsionado pela busca por inovação e apelo emocional.

Esse movimento dialoga com uma tendência mais ampla do Valentine’s Day 2026, marcado por consumo orientado por dados, personalização e omnichannel. O consumidor busca não apenas produtos, mas experiências, como jantares especiais, viagens curtas, assinaturas digitais e gift cards personalizados.

O e-commerce segue como protagonista, impulsionado por compras de última hora, entrega expressa, mobile commerce e integração com redes sociais. Modelos como retirada em loja, envio a partir do estoque físico e trocas omnichannel tornam-se diferenciais competitivos.

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Divulgação/ Sebrae

Mercado goiano aposta na data

Em Goiás, o Valentine’s Day ainda é visto como uma data em consolidação, mas com alto potencial de crescimento. Floriculturas, restaurantes e hotéis já utilizam a ocasião para criar ações específicas, especialmente em cidades como Goiânia, Anápolis e Rio Verde.

Para Antonio Carlos Rodrigues, presidente do Ceaflor, o sucesso depende de estratégia. “Com planejamento, marketing inteligente e alinhamento ao comportamento do consumidor, o Valentine’s Day pode, em poucos anos, ocupar um lugar relevante no calendário brasileiro de flores e plantas”, avalia.

A expectativa para 2026 é de expansão gradual, porém consistente, com o mercado aprendendo a dialogar com novos significados da data – que hoje envolve não apenas casais, mas amigos, familiares e até o autocuidado.

Mais do que uma celebração importada, o Valentine’s Day se transforma em uma oportunidade real de negócios, capaz de movimentar diferentes setores, antecipar vendas e fortalecer marcas em um mercado cada vez mais emocional, digital e competitivo.

 

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