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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Justiça

Advogada acusada de matar ex-sogro responde por extorsão e falsidade em nova audiência

Sessão desta quinta-feira analisou acusações como extorsão, perseguição e falsa identidade cometidas contra o ex-namorado

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 6 de fevereiro de 2026
Advogada
Reprodução

A advogada Amanda Partata participou, nesta quinta-feira (5), de uma audiência de instrução e julgamento em Goiânia. O processo não tratou diretamente do caso de envenenamento que resultou na morte do ex-sogro e da mãe dele, ocorrido em 2023, mas sim de outros crimes atribuídos à ré, como falsa identidade, falsidade ideológica, calúnia, ameaça, perseguição e extorsão.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás, as condutas teriam sido praticadas contra o ex-namorado da advogada, Leonardo Pereira Alves Filho, filho e neto das vítimas do homicídio. Os fatos ocorreram antes das mortes e, segundo os investigadores, revelam um histórico de comportamento obsessivo e intimidador após o fim do relacionamento.

Contatos insistentes e falsas acusações envolvem a advogada

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Reprodução/TV Anhanguera

Conforme consta no processo, o casal teria rompido no dia 30 de julho de 2023. Mesmo assim, Amanda teria iniciado uma série de tentativas de contato com Leonardo, utilizando diversos números de telefone. A vítima chegou a bloquear mais de 100 linhas diferentes e precisou trocar de aparelho por duas vezes para tentar interromper as investidas.

Ainda segundo o Ministério Público, a advogada chegou a alegar uma gravidez inexistente como forma de manter contato com o ex-companheiro. Além disso, teria ameaçado divulgar supostos exames e feito exigências financeiras, caracterizando o crime de extorsão. Em algumas ocasiões, também teria afirmado que faria denúncias falsas de assédio contra Leonardo.

As investigações apontam que Amanda utilizava linhas telefônicas registradas em nome de terceiros para continuar as abordagens, o que embasou a acusação de falsa identidade e falsidade ideológica.

Durante a audiência desta quinta-feira, a ré optou por permanecer em silêncio. Ao final da sessão, o juiz Luciano Borges da Silva encerrou a fase de instrução e abriu prazo para a apresentação dos memoriais as alegações finais por escrito. O Ministério Público terá cinco dias para se manifestar, seguido pela assistência de acusação e, por último, pela defesa.

Os crimes analisados neste processo são independentes da acusação de homicídio que pesa contra a advogada, mas, segundo a promotoria, ajudam a compor o contexto de conflitos e ameaças que antecederam as mortes ocorridas em 2023. Com o encerramento da fase de instrução, o caso segue agora para as manifestações finais das partes, etapa que antecede a decisão judicial sobre a responsabilização da acusada nesses crimes paralelos.

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