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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Morte após natação

Mulher, de 27 anos morre após aula de natação e academia é interditada na zona leste de São Paulo

Polícia apura suspeita de mistura irregular de produtos químicos em piscina que deixou alunos internados e liberou gás tóxico

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 9 de fevereiro de 2026
aula de natação
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de uma mulher de 27 anos e casos de mal-estar envolvendo ao menos quatro alunos de uma academia no Parque São Lucas, na zona leste da capital. Os episódios ocorreram no sábado (7), após aulas de natação em uma unidade da rede C4 Gym.

Segundo testemunhas, durante a atividade os alunos perceberam um forte cheiro químico, seguido de ardência nos olhos, nariz e pulmões, além de episódios de vômito. Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, foi socorrida e levada a um hospital em Santo André, no ABC Paulista, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca.

De acordo com a polícia, Juliana e o marido, Vinicius de Oliveira, passaram mal logo após a aula. Ele também precisou ser internado e segue hospitalizado. Um adolescente de 14 anos, que não teve a identidade revelada, apresentou bolhas no pulmão, foi encaminhado a uma unidade de saúde e permanece internado. Outras duas pessoas, ainda não identificadas, receberam atendimento médico, mas já foram liberadas.

aula de natação
Foto: Reprodução

A perícia técnica e a Vigilância Sanitária estiveram no local, onde realizaram exames e apreenderam objetos que serão analisados durante a investigação. A academia foi interditada.

Em nota, a direção da C4 Gym afirmou lamentar profundamente o ocorrido e informou que prestou atendimento imediato a todos os envolvidos.

Investigação sobre morte após aula de natação, em SP 

O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde de outros. Inicialmente, o boletim de ocorrência foi feito no 6º Distrito Policial de Santo André, mas a investigação está sob responsabilidade do 42º DP, no Parque São Lucas. A Polícia Civil informou que já iniciou diligências para localizar e intimar os proprietários e gerentes da academia para prestarem esclarecimentos.

No domingo (8), o delegado Alexandre Bento, titular do 42º DP, afirmou que o responsável pela manutenção da piscina seria um manobrista da empresa. A principal suspeita da polícia é de que houve a mistura inadequada de produtos químicos, provocando uma reação química e a liberação de gases tóxicos no ambiente.

“Esse gás provocou asfixia nas pessoas que estavam no local, com queimaduras nas vias aéreas e formação de bolhas no pulmão das vítimas. Estamos tentando identificar exatamente qual produto foi utilizado e em que proporção”, explicou.

aula de natação
Foto: Reprodução

Segundo Alexandre, o funcionário responsável pela limpeza da piscina ainda não havia sido localizado até a tarde de domingo. “Estamos tentando encontrar esse manobrista para identificar os produtos usados e a quantidade aplicada”, afirmou.

O delegado classificou o caso como grave e delicado. “O local permanece interditado pela Vigilância Sanitária. Bombeiros e profissionais que entraram no espaço utilizaram equipamentos de proteção, e todas as janelas foram abertas para dissipar os gases. Ainda é cedo para afirmar com precisão o que causou a intoxicação”, concluiu.

 

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