Lula e candidatos a governador incluem segurança nos discursos
Entre os três governadores colocados pelo PSD como presidenciáveis, o de Goiás, Ronaldo Caiado, é hoje quem reúne as condições políticas e eleitorais mais sólidas para se tornar o nome do partido ao Planalto. É o mais contundente na oposição ao PT, tem trajetória política extensa — cinco mandatos de deputado federal, Senado e dois de governador — e leva vantagem no cenário doméstico. Em Goiás, seu candidato ao governo, Daniel Vilela (MDB), lidera as pesquisas, enquanto Ratinho Jr. e Eduardo Leite ainda enfrentam dificuldades para eleger sucessores em seus respectivos Estados.
Mas, ultimamente, Caiado ganhou mais um trunfo para ser escolhido como candidato do PSD a presidente no próximo dia 15 de abril. A bandeira de segurança pública, principal vitrine de sua gestão, desponta como tema central da agenda eleitoral de 2026 e, na maioria dos Estados, candidatos a governador e até o presidente Lula incluem em seus discursos o tema ‘segurança’. Caiado tem batido nessa tecla desde quando se posicionou como pré-candidato a presidente da República.
Agora, levantamento do Paraná Pesquisas mostra a área no topo das preocupações do eleitor, com 22,2% das citações, seguido por saúde, com 20,1%. Vale lembrar que Caiado também é médico. E conhecendo bem o governador, que sempre em entrevistas destaca sua independência intelectual em relação aos extremos, é praticamente certo que ele explore essas vantagens na segurança e na saúde nos debates e na propaganda de TV. Caiado, portanto, é o nome mais bem colocado no PSD para reunir os votos desses 42,3% do eleitorado que apontam segurança e saúde como principais preocupações.
Vereadores declaram apoio a Daniel
Dependendo dos 21 vereadores de Águas Lindas, no Entorno de Brasília, o pré-candidato a governador pela base governista, Daniel Vilela (MDB), pode encomendar terno novo. Na solenidade de abertura do ano legislativo, nesta terça-feira (10), todos os vereadores que usaram a tribuna para discursar reafirmaram o compromisso de elegê-lo governador em 4 de outubro. Por sua vez, Daniel reforçou o compromisso de continuidade aos investimentos na Região do Entorno do Distrito Federal, principalmente em Águas Lindas. “A gente tem muito o que divulgar das parcerias, dos investimentos que o governo empreendeu aqui ao longo dos últimos anos”, disse Daniel.
Legião nas ruas
Na sua fala ao recepcionar o vice-governador, o presidente da Câmara Municipal, Oliveira Júnior (UB), confirmou seu apoio a Daniel Vilela. “O meu compromisso é apoiar o senhor, ir para as ruas com esses soldados, com essa legião de vereadores que trabalha por Águas Lindas para avançar”, disse.
Junior prefeito?
A maioria dos vereadores que ocupou a tribuna para discursar hipotecou apoio ao colega Oliveira Júnior como futuro candidato a prefeito de Águas Lindas em 2028. Embora tenha muito chão para caminhar, é preciso combinar com os adversários. Testemunharam estas declarações o secretário do Entorno e ex-prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (MDB), que acompanhou Daniel na solenidade, o deputado estadual Anderson Teodoro (Avante) e o prefeito Lucas Antonietti (UB).
MDB com o PSD
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, descartou uma aliança do partido com Lula (PT). A decisão beneficia Daniel Vilela (MDB), que disputa o governo em um Estado de perfil conservador, enquanto nacionalmente abre espaço para Ronaldo Caiado (PSD) avançar em uma chapa presidencial com o partido. MDB e PSD já são aliados em pelo menos 11 Estados.
Federal SD-PRD
Os presidentes do Solidariedade em Goiás, Denes Pereira, e do PRD, Bruno Peixoto, concluíram a chapa que vai disputar vaga para deputados federais pela Federação Renovação Solidária em 4 de outubro. O Entorno do DF é representado pela ex-candidata a prefeita de Valparaíso de Goiás, Maria Yvelonia, e pelo suplente de deputado estadual pela cidade de Luziânia, Eliel Junior.
Impeachment arquivado – O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz (MDB), arquivou o pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB) por falta de consistência na acusação sobre o caso Banco Master-BRB.