Glitter no Carnaval exige cuidados rigorosos com a pele
Uso inadequado de brilho e maquiagem pode provocar irritações, manchas e queimaduras sob sol intenso
O brilho que marca o Carnaval pode se transformar em problema dermatológico quando aplicado sem critérios técnicos. Glitter e maquiagens de alta pigmentação, associados ao calor e à exposição solar prolongada, elevam o risco de irritações, alergias e até manchas permanentes.
Produtos não formulados para uso cosmético representam o principal alerta. Glitter de papelaria, por exemplo, pode causar inflamações, sobretudo quando aplicado próximo aos olhos. Em contato prolongado com a pele, partículas inadequadas aumentam a chance de infecções oculares e lesões cutâneas. Além disso, qualquer irritação prévia tende a se agravar sob radiação solar intensa, favorecendo queimaduras e hiperpigmentação.
Carnaval e riscos do glitter na pele
Durante o Carnaval, a aplicação deve evitar áreas de mucosa, como regiões próximas aos olhos, lábios e genitais. A recomendação é priorizar produtos com indicação de teste dermatológico e procedência comprovada. Maquiagens de origem desconhecida ampliam a possibilidade de reações adversas.
Mesmo com itens adequados, o monitoramento da pele é indispensável ao longo do Carnaval. Sinais como vermelhidão, inchaço ou coceira indicam necessidade de lavagem imediata com água abundante e sabonete neutro. A fricção intensa deve ser evitada, assim como o uso de produtos agressivos. Em caso de piora, a orientação é buscar avaliação médica.
A proteção solar constitui etapa essencial antes de sair para os blocos. A aplicação de filtro com fator 30 ou superior, em duas camadas finas nas áreas expostas, reduz o impacto da radiação associada ao calor e ao suor. A reaplicação deve ocorrer a cada duas horas ou sempre que houver sudorese excessiva ou contato com água.
A hidratação também integra o protocolo de cuidado no Carnaval. A ingestão regular de água ajuda a manter o equilíbrio cutâneo, enquanto a remoção adequada da maquiagem ao final do dia evita inflamações prolongadas. Óleos de limpeza e demaquilantes facilitam a retirada do glitter sem agressão mecânica. Em seguida, recomenda-se higienização com sabonete suave e aplicação de hidratante habitual para restaurar a barreira da pele.
O Carnaval permite ousadia estética, mas exige disciplina nos cuidados. O brilho pode permanecer na fantasia, desde que a saúde cutânea seja tratada como prioridade.
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