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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Propaganda reversa a favor de Wilder e o monopólio da razão

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 16 de fevereiro de 2026
Xadrez 15 02 2026
Ilustração: Takeshi Gondo

A campanha desencadeada contra o senador Wilder Morais (PL) para desacreditá-lo como candidato ao governo de Goiás, tem provocado o efeito da propaganda reversa, ou no jargão popular que compara ele com o efeito da massa de bolo: quanto mais bate, mais cresce. Se fizer uma busca no Google, o nome “Wilder Morais” teve mais procura que muitos políticos goianos. A explicação é simples: dia sim outro também, blogueiros e portais noticiosos, batem bumbo que o partido está dividido. No entanto, a realidade é outra: apenas o deputado Gustavo Gayer e a colega, Magda Mofatto, que é do PRD, lideram esse movimento de apoio à base de Ronaldo Caiado (PSD).

Agora que Wilder visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão e, na conversa entre eles, recebeu o aval para “tocar em frente” a candidatura ao governo goiano, as baterias midiáticas pró-aliança com o MDB tentam “tirar o senador do jogo”. Acontece que, ao ler os comentários dos bolsonaristas sobre o assunto, a maioria critica Gayer e endossa o PL disputar o Palácios das Esmeraldas. Com essa estratégia em dividir a legenda, o deputado perde tração na ideia de acompanhar Daniel Vilela (MDB). Até o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) se solidariza com Wilder por meio de vídeo em sua rede social.

Se continuarem a desqualificar Wilder como líder de uma grande parcela de eleitores, cometem um erro de marketing político. O senador não está sozinho e sua candidatura foi moldada pela propensão natural dessa parcela da sociedade que busca alternativas. Tem o aval do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto e de Jair Bolsonaro. Portanto, o paradoxo nessa campanha para desacreditar um adversário, terá um custo no segundo turno. “A mesma mão que bate é a que afaga”? Perguntou à coluna um prefeito do PL e aliado do senador que, por motivos óbvios, pediu anonimato.

Enquanto os adversários buscam o monopólio da razão com propaganda massiva, uma parcela reforça sua pretensão de disputar o Governo de Goiás. O máximo que conseguiram até o momento foi criticar seu estilo silencioso de não entrar em polêmica e alimentar a mídia. “Acredito que meu silêncio incomoda mais os adversários do que dar entrevistas e ocupar espaços na mídia”, disse ele à coluna. Enquanto isso, ganha espaços sem falar nada.

Carrijo: “Daniel está motivado a vencer”

Um dos aliados mais estratégicos para Daniel Vilela no Sudoeste é o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, do MDB. Além da importância econômica, Rio Verde passou a ser a ponta de lança do agronegócio goiano. É neste segmento que a dupla Daniel Vilela-Ronaldo Caiado tem maior resistência devido à taxa do Fundeinfra, bancada quase a totalidade empresariado do agro. Em recente conversa com Daniel, Carrijo percebeu que o vice “está motivado e confiante a vencer, pois conta com uma grande base de apoios nos 246 municípios”, afirma Carrijo.

“Não existe eleição fácil”

Wellington Carrijo (MDB), avalia que, o PT e o campo de centro-esquerda devem ter um candidato, provavelmente puxado pelo PT. “Nesse caso, teremos quatro candidatos a governador e, mesmo que o PL não venha a compor a base de Daniel, a estrutura de governo e a gestão bem avaliada do Dr. Ronaldo Caiado, terá grande peso e influência junto ao eleitorado conservador. Como se diz em Rio Verde: vamos trabalhar, não existe eleição fácil, vamos trabalhar [para Daniel governado] como se diz em Rio Verde”, pontua Carrijo.

Lula sob risco

A ida de Lula (PT) ao desfile da Acadêmicos de Niterói, com samba em sua homenagem e referências ao “13”, é o primeiro teste de fogo do TSE para 2026. Resta saber se, como em 2022, a Corte será novamente acusada de leniência com o PT. O diretório nacional fez mil recomendações aos militantes para não se manifestarem politicamente, afinal, pode ter problemas com o TSE. Foi montada até uma estratégia para caso a vaias ao presidente Lula ocorrer, vão aumentar o som ao máximo.

Desconfiança presente

Na coluna de Lauro Jardim, de O Globo, neste domingo (15), ele mostra números da pesquisa A pregação bolsonarista contra as urnas Genial/Quest, de fevereiro, que perguntou aos cidadãos se as urnas eletrônicas são confiáveis, e a s respostas surpreendem. “A maioria (53%) concorda, é verdade. Mas impressiona saber que 43% não confiam — quase a metade do eleitorado. Mais: entre os evangélicos, a coisa se inverte: 52% não consideram as urnas eletrônicas confiáveis (contra 44% que acreditam nelas). No Centro-Oeste e no Sul do país, deu empate”.

Segunda vaga difícil — De repente, uma das duas vagas para o Senado na base do presidenciável, Ronaldo Caiado (PSD), virou um problema. A rigor, a favorita entre os pretendentes é a primeira-dama Gracinha (UB), os demais concorrentes vão disputar uma vaga.

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