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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Missão de relator é Caso Master não frustrar, como a Lava Jato

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 17 de fevereiro de 2026
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André Mendonça Alexandre de Moraes Dias Toffoli Gilmar Mendes pleno do STF 4-2-26 - Foto Luiz Silveira STF

Do ponto de vista processual, Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal, não cometeu erros.

Ao se apurarem falcatruas do Banco Master, está de volta uma competição: a fúria do brasileiro, sobretudo da mídia, por novidades do escândalo em confronto com a necessidade de cumprir a série de ritos que vão do inquérito até o julgamento. Do ponto de vista processual, Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal, não cometeu erros. Ao contrário, avocou na hora certa, ao se saber que poderia estar envolvido um deputado federal, João Carlos Bacelar, do PL da Bahia. Depois, constatado que o parlamentar não havia se envolvido, o ministro mandou o caso para a 1ª instância. Mas a essa altura seu nome já estava na boca do sapo e a vaca a caminho do brejal dos guajás, conforme escreveu José Sarney.

O novo relator, André Mendonça, tem a tarefa de evitar falhas que transformem o Caso Master na nova Lava Jato, a operação que investigou e a maior corrupção do mundo em todos os tempos e está sendo arquivada como foi divulgada, em pílulas. Para isso, deve se circunscrever aos autos, ou seja, aos documentos que compõem o caso. Sem querer holofotes, se distanciando da gritaria por novidades. Deixe isso para a Polícia Federal, que já quis até afastar Toffoli, como se tivesse capacidade postulatória.

Mendonça tem conhecimento da quantia em dinheiro (cerca de R$ 50 bilhões até agora) e da quantidade de vítimas (quase 1 milhão nas cinco empresas do grupo). De sua capacidade, inclusive de articulação, depende o resultado do caso. Enquanto as redes sociais vão com fúria para cima de Toffoli, e até agora não apareceu qualquer conduta sua tipificada como crime, os prejudicados querem de volta seus tostões e milhões. (Especial para O HOJE)

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