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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
LUTO

Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos EUA, morre aos 84 anos

Líder dos direitos civis nos EUA, Jackson foi um dos principais nomes da luta por igualdade racial

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 17 de fevereiro de 2026
jackson
Foto: Susan Ruggles/ Wikimedia Commons

O líder dos direitos civis nos Estados Unidos, Jesse Jackson, morreu aos 84 anos, informou a família em comunicado divulgado nesta terça-feira (17). Pastor batista criado no sul segregado do país, ele se tornou um dos principais nomes da luta por igualdade racial ao longo das últimas décadas.

Aliado próximo de Martin Luther King Jr., Jackson ganhou projeção nacional na década de 1960 ao atuar na Conferência de Liderança Cristã do Sul. Ele estava ao lado de King quando o líder foi assassinado, em Memphis, em 1968. Após a morte do mentor, consolidou-se como uma das vozes mais influentes na defesa dos direitos civis, da justiça social e da ampliação de direitos para minorias.

Jesse Jackson

Nascido em 8 de outubro de 1941, em Greenville, na Carolina do Sul, Jackson envolveu-se cedo na política e no ativismo. Em 1971, fundou a Operation PUSH. Doze anos depois, criou a National Rainbow Coalition, ampliando sua atuação em campanhas contra a discriminação racial e em iniciativas de mobilização social.

Ele também disputou duas vezes a indicação do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, em 1984 e 1988. Embora não tenha conquistado a nomeação, suas campanhas ampliaram a participação de eleitores negros e fortaleceram pautas progressistas dentro da legenda.

Jackson
Foto: Reprodução

Ao longo da vida, Jackson participou de negociações diplomáticas, missões humanitárias e ações em defesa de comunidades marginalizadas. Em nota, a família destacou sua trajetória. “Nosso pai era um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo”, afirmou o comunicado. Os familiares ressaltaram: “Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor atraiu milhões de pessoas. Pedimos que honrem sua memória dando continuidade à luta pelos valores pelos quais ele viveu”.

De acordo com o jornal The New York Times, Jackson foi hospitalizado em novembro de 2025 para tratar uma doença neurodegenerativa rara, a paralisia supranuclear progressiva (PSP), conforme informou a Rainbow PUSH Coalition.

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