O delegado Humberto Teófilo, da Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, afirmou ter sido alvo de uma suposta tentativa de envenenamento dentro da própria unidade policial. Segundo ele, o caso estaria relacionado a ameaças de morte atribuídas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), após uma série de ações contra traficantes que atuam na região.
De acordo com o delegado, em duas ocasiões distintas uma mulher compareceu à Central de Flagrantes e entregou panelas de pressão lacradas que seriam destinadas ao seu consumo. Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que as caixas foram deixadas no local para serem repassadas a ele.
“Por duas vezes, uma mulher compareceu à Central de Flagrantes e entregou panelas supostamente envenenadas destinadas ao meu consumo”, relatou Teófilo em publicação nas redes sociais.
Ele informou que os recipientes foram descartados e classificou o episódio como tentativa de intimidação. O caso deverá ser apurado para verificar a origem das ameaças e a possível tentativa de atentado.
Suposto plano de execução
Na noite de terça-feira (17), o delegado também denunciou que seria alvo de um plano de execução supostamente articulado por integrantes do PCC. Segundo ele, a ameaça teria partido de uma das lideranças nacionais da facção como retaliação às operações e prisões realizadas recentemente em pontos de tráfico de drogas em Aparecida de Goiânia.
Teófilo apresentou prints de conversas atribuídas a membros da organização criminosa que indicariam a existência de ordem para sua morte. Ele classificou o cenário como grave e demonstrou preocupação com a segurança da família.
Pedido de reforço na segurança
Diante das ameaças, o delegado informou que solicitará providências à Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), incluindo:
Apesar da situação, Teófilo afirmou que continuará à frente das operações contra o tráfico de drogas no município. “Quando o crime reage, é porque o nosso trabalho está incomodando. Seguimos firmes, dentro da lei e sem recuar.”