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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
GAZA

Vaticano recusa integrar “Conselho da Paz” dos EUA

Secretário afirma que Santa Sé não participará do órgão criado por Trump e reforça papel da ONU

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 18 de fevereiro de 2026
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Foto: Divulgação/ Vatican News

O Vaticano informou nesta terça-feira (17) que não participará do Conselho da Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, após reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella.

Lançada por Trump em janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, a iniciativa foi apresentada inicialmente como mecanismo para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território ao fim da guerra entre Hamas e Israel. Desde então, o projeto ampliou seu escopo e passou a se propor como instância para tratar conflitos internacionais de forma mais abrangente.

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Foto: Divulgação/ Casa Branca

Parolin afirmou que o Vaticano não integrará o órgão “devido à sua natureza particular” e ressaltou que, no entendimento da Santa Sé, cabe à Organização das Nações Unidas “gerir as situações de crise”. O cardeal mencionou a existência de “questões críticas” que deveriam ser resolvidas, sem detalhá-las. Em janeiro, ao confirmar que o Papa Leão XIV havia recebido convite para aderir ao Conselho da Paz, ele declarou que a proposta seria analisada antes de qualquer resposta.

Conselho da Paz de Trump

Desde a criação do colegiado, pelo menos 19 países assinaram a carta fundadora. Para integrar o grupo como membro permanente, é exigida contribuição de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões). A exigência financeira gerou críticas e levantou questionamentos sobre a possibilidade de o organismo se configurar como alternativa à ONU.

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Foto: Divulgação/ Casa Branca

Países como França, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Suécia, Holanda, Itália e Nova Zelândia recusaram o convite para integrar o Conselho da Paz. Ainda, a resistência aumentou após o envio de convite ao presidente russo, Vladimir Putin.

A primeira reunião do Conselho da Paz está prevista para esta quinta-feira (19), em Washington. O vice-premiê e chanceler italiano, Antonio Tajani, confirmou nesta quarta-feira (18) que participará do encontro como observador. A Itália será o único país do G7 e da Europa Ocidental presente na reunião, ainda que sem adesão formal ao organismo.

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