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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Saúde Pública

Goiás pode liberar polilaminina no SUS para tratar lesões medulares

Deputado estadual Antônio Gomide (PT) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para facilitar o acesso e o uso da polilaminina no Sistema Único de Saúde (SUS)

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 20 de fevereiro de 2026
Projeto de Gomide acesso a polilaminina
Antônio Gomide propõe projeto com acesso à polilaminina no SUS de Goiás com transporte aéreo gratuito a pacientes. Foto: Divulgação/ Alego

O deputado estadual Antônio Gomide (PT) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás(Alego) para ampliar e facilitar o acesso à polilaminina no Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás.

A substância, desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o Laboratório Cristália, é considerada experimental e recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em janeiro de 2026, para a realização de estudos clínicos de fase 1. A promessa é de avanço na regeneração neural em casos de lesões medulares agudas decorrentes de traumas, acidentes de trânsito ou quedas.

Pretensão do projeto de Antônio Gomide

A proposta autoriza a oferta do tratamento experimental no SUS estadual sem necessidade de autorização judicial prévia, desde que haja indicação formal de equipe multidisciplinar composta por neurologista, ortopedista e especialista em medicina regenerativa.

O texto determina que a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) elabore protocolos clínicos padronizados, a serem atualizados anualmente com participação de sociedades médicas e associações de pacientes.

Projeto de Gomide acesso a polilaminina
Antônio Gomide propõe projeto com acesso à polilaminina no SUS de Goiás com transporte aéreo gratuito a pacientes. Foto: Divulgação/ Alego

Também recomenda que a SES-GO firme parcerias com a UFRJ e o Laboratório Cristália para garantir fornecimento da substância, capacitação de profissionais e suporte técnico. Os recursos para aquisição e aplicação deverão sair do Fundo Estadual de Saúde, com prioridade para pacientes atendidos até 72 horas após o trauma, período considerado crucial para melhores resultados terapêuticos.

Atendimento e transporte aeromédico do polilaminina 

O projeto estabelece prioridade absoluta no atendimento hospitalar a vítimas de lesão medular em unidades públicas e conveniadas, assegurando triagem imediata, realização urgente de exames e início precoce da reabilitação.

Nos casos em que seja necessária transferência para hospitais de maior complexidade sem disponibilidade de vaga local, o texto garante transporte aéreo gratuito, por helicóptero ou avião aeromédico, disponibilizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), pelo Samu ou por parceiros, sem custos ao paciente.

Fiscalização e transparência

O descumprimento das medidas poderá sujeitar agentes públicos a sanções administrativas, civis e penais. A SES-GO deverá instituir ainda um programa de monitoramento, com divulgação anual de relatórios públicos e anonimizados, detalhando dados sobre eficácia, segurança, recuperação motora e custos do tratamento.

A proposta também prevê que ações judiciais destinadas a assegurar esses direitos tramitem com prioridade no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) e sejam isentas de custas processuais.

Na justificativa, Gomide destaca o elevado número de traumas raquimedulares registrados em Goiás e aponta que, atualmente, o acesso a tratamentos experimentais ocorre principalmente por meio de judicialização, o que gera desigualdades. Segundo ele, o projeto busca garantir equidade e alinhamento aos princípios do SUS.

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