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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
trabalho

Goiás registra menor taxa de desemprego da série histórica em 2025, aponta IBGE

Estado fechou o ano com desocupação de 4,6%, abaixo da média nacional

Micael Mourapor Micael Moura em 20 de fevereiro de 2026
Goiás
Foto: José Cruz/Agência Brasill

Goiás alcançou em 2025 a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O índice ficou em 4,6%, acompanhando o movimento de queda observado no país, que registrou taxa média anual de 5,6%, um recuo de 1 ponto percentual em relação a 2024 (6,6%).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No quarto trimestre de 2025, a taxa nacional caiu para 5,1%, redução de 1,1 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024 (6,2%). No Centro-Oeste, região da qual Goiás faz parte, o índice passou de 4,4% no terceiro trimestre para 3,9% no quarto trimestre.

Goiás entre os estados com melhor desempenho

Goiás integra o grupo de 20 unidades da federação que atingiram a menor taxa anual de desocupação da série histórica em 2025. O estado ficou abaixo da média nacional e próximo de estados com índices ainda menores, como Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%).

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o resultado histórico está relacionado ao dinamismo do mercado de trabalho e ao aumento do rendimento real. No entanto, ele ressalta que o cenário nacional ainda apresenta desafios estruturais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde há maior informalidade e subutilização da força de trabalho.

Informalidade e rendimento

Em 2025, a taxa anual de informalidade no Brasil foi de 38,1% da população ocupada. Já a taxa de subutilização ficou em 14,5%.

O rendimento real habitual médio no país chegou a R$ 3.560 no acumulado do ano. No quarto trimestre, o valor foi de R$ 3.613, com crescimento em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024.

A massa de rendimento real de todos os trabalhos no Brasil foi estimada em R$ 367,5 bilhões no quarto trimestre, apresentando alta tanto na comparação trimestral quanto anual.

Desemprego atinge mais mulheres e pessoas com menor escolaridade

No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação entre homens foi de 4,2%, enquanto entre mulheres chegou a 6,2%.

Por nível de instrução, o maior índice foi registrado entre pessoas com ensino médio incompleto (8,7%). Entre aqueles com ensino superior completo, a taxa foi significativamente menor, de 2,7%.

Queda no desemprego de longa duração

O número de pessoas que buscavam trabalho há dois anos ou mais caiu 19,6% em relação ao mesmo período de 2024, passando de 1,3 milhão para 1,1 milhão no quarto trimestre de 2025.

A Pnad Contínua é o principal instrumento de monitoramento da força de trabalho no país. A pesquisa é realizada em cerca de 211 mil domicílios por trimestre, em todos os estados e no Distrito Federal, com coleta presencial e por telefone.

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