Plantas tóxicas colocam cães e gatos em risco dentro de casa
Especialistas alertam para riscos de intoxicação por plantas tóxicas em cães e gatos
A presença de plantas tóxicas em ambientes domésticos representa um risco frequente para cães e gatos. Espécies ornamentais comuns em salas, varandas e jardins podem conter compostos biologicamente ativos capazes de provocar desde irritações leves até insuficiência renal, distúrbios cardiovasculares e alterações neurológicas.
A gravidade da intoxicação depende da espécie animal, da substância ingerida, da quantidade consumida e da sensibilidade individual. Estudos apontam que a identificação rápida da planta envolvida é decisiva para a adoção de condutas terapêuticas adequadas e para a melhoria do prognóstico.

Plantas tóxicas e efeitos clínicos
Entre as plantas tóxicas mais presentes nos lares brasileiros estão lírio (Lilium spp.), azaleia (Rhododendron spp.), espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata), mamona (Ricinus communis), comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.), costela-de-adão (Monstera deliciosa), dracena (Dracaena spp.) e antúrio (Anthurium spp.).
O lírio é especialmente perigoso para gatos, podendo causar insuficiência renal aguda mesmo após ingestão mínima. A azaleia contém grayanotoxinas, associadas a alterações neurológicas e cardiovasculares. A mamona possui ricina, substância capaz de inibir a síntese proteica e potencialmente letal.
Espécies como comigo-ninguém-pode, costela-de-adão e antúrio liberam cristais de oxalato de cálcio quando mastigadas, provocando dor oral intensa, edema e dificuldade de deglutição. Já plantas ricas em saponinas, como espada-de-São-Jorge e dracena, podem causar irritações digestivas e dermatológicas.
Os sinais clínicos mais comuns incluem vômito, diarreia, dor abdominal, salivação excessiva e falta de apetite. Em quadros mais graves, podem surgir tremores, convulsões, alterações cardíacas e lesões renais. A evolução pode ser rápida, variando de uma a três horas após a ingestão, ou tardia, em até cinco dias.
O atendimento veterinário deve ser imediato. A anamnese detalhada, com identificação da espécie vegetal e do tempo decorrido desde a ingestão, orienta medidas como indução de vômito, lavagem gástrica, uso de carvão ativado e suporte clínico intensivo. Em casos envolvendo plantas tóxicas com potencial nefrotóxico ou cardiotóxico, o monitoramento contínuo é indispensável.
A prevenção permanece como estratégia central. Orientar tutores sobre os riscos das plantas tóxicas e manter espécies potencialmente perigosas fora do alcance dos animais reduz significativamente a ocorrência de intoxicações e complicações graves.
Leia mais: Da raiva à gripe canina: por que manter a vacinação dos pets em dia é fundamental
CIÊNCIA
CARREIRA
Três apostas
terminar para curtir a folia
cinema
BBB 26
JetBlue
Descoberta