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domingo, 22 de fevereiro de 2026
MUNDO ANIMAL

Força de mordida em cães varia conforme anatomia

Estudos indicam que força de mordida depende de estrutura craniana e função da raça

Luana Avelarpor Luana Avelar em 22 de fevereiro de 2026
Força de mordida
Foto: istock

A pergunta sobre qual raça possui a mordida mais potente desperta curiosidade recorrente. A medição da força de mordida em cães, no entanto, envolve variáveis anatômicas, comportamentais e metodológicas que tornam comparações absolutas complexas.

Atualmente, a intensidade é calculada em PSI (pound force per square inch), unidade que expressa libra-força por polegada quadrada. Pesquisadores apontam que os resultados dependem não apenas da estrutura óssea e muscular, mas também da intenção do animal no momento da medição — seja brincadeira, defesa ou proteção.

Força de mordida e anatomia craniana

A força de mordida resulta da interação entre músculos mastigatórios, mandíbula, maxila, articulação temporomandibular e dentes. O músculo temporal, com ampla área de inserção em raças de guarda, exerce papel central nesse processo. Em cães como rottweiler, cane corso e mastins, a crista sagital externa é mais desenvolvida, ampliando a superfície muscular e, consequentemente, a potência da mordida.

Raças tradicionalmente utilizadas para guarda e proteção apresentam mandíbula mais curta e robusta, além de arco zigomático adaptado para sustentar musculatura densa. Essa configuração favorece maior pressão e capacidade de manter a presa firme sem comprometer a respiração.

Já cães de caça, como beagle e basset hound, possuem focinho alongado e estrutura voltada ao faro. Embora tenham olfato altamente desenvolvido — com até 300 milhões de receptores olfativos —, tendem a apresentar menor força de mordida em comparação com raças de guarda.

Raças com maior força de mordida

Entre as raças frequentemente citadas em estudos internacionais estão kangal (cerca de 743 PSI), bandog (730 PSI) e cane corso (700 PSI). Também aparecem dogue de Bordeaux, tosa inu, mastim inglês, presa canário, dogo argentino, leonberger e rottweiler.

Especialistas ressaltam que alta força de mordida não implica agressividade automática. Genética, socialização e treinamento influenciam diretamente o comportamento. Um cão com musculatura potente pode ser equilibrado e sociável quando bem adestrado.

A análise comparativa demonstra que a potência mandibular está mais relacionada à função histórica da raça e à morfologia craniana do que ao porte isolado. Assim, compreender a força de mordida envolve observar tanto a biomecânica quanto o contexto evolutivo de cada linhagem canina.

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