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domingo, 22 de fevereiro de 2026
Mudança de partido

Pacheco no UB pode garantir palanque para Lula em Minas em 2026

Deputado Reginaldo Lopes afirma que PT não vê problema em eventual filiação no União Brasil, desde que o senador apoie a reeleição do presidente

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 22 de fevereiro de 2026
Pacheco no UB pode garantir palanque para Lula em Minas em 2026
Pacheco pode trocar PSD pelo União Brasil. Foto Edilson Rodrigues/Agência Senado

Bruno Goulart

Mesmo após o desembarque do União Brasil do governo federal no fim do ano passado, lideranças do PT em Minas Gerais admitem a possibilidade de o partido servir de palanque para o presidente Lula da Silva na disputa de 2026. O movimento passa pela eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo estadual.

Um dos principais nomes do PT mineiro, o deputado federal Reginaldo Lopes afirma que não há resistência interna em apoiar Pacheco, mesmo que ele deixe o PSD e se filie ao União Brasil, legenda de centro-direita. “Não tem problema nenhum o Pacheco se filiar ao União Brasil ou a outro partido. Desde que ele apoie o Lula, que é o que interessa”, declarou.

Segundo Lopes, a principal dificuldade estaria dentro do próprio União Brasil, que rompeu com o governo e entregou cargos na Esplanada. Ainda assim, a estratégia petista prioriza a construção de um palanque competitivo no segundo maior colégio eleitoral do País.

Leia mais: Bolsonaro prepara lista de pré-candidatos para 2026

Após meses de hesitação, Pacheco tem sinalizado disposição para disputar o Executivo mineiro. Além do União Brasil, o senador também avalia uma possível filiação ao MDB, que, por sua vez, já lançou a pré-candidatura de Gabriel Azevedo ao governo. 

Cenário aberto

O cenário estadual segue em aberto. A sucessão do governador Romeu Zema (Novo), que conclui o segundo mandato e mira o Palácio do Planalto, tem atraído nomes do campo da direita. Entre eles, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e o vice-governador Matheus Simões (PSD-MG), que pode assumir o comando do Estado caso Zema se desincompatibilize.

Além disso, o PT também cogita apoiar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, atualmente no PDT. Outro nome citado como possível candidato é o do deputado federal Aécio Neves, que é presidente nacional do PSDB. Até o momento, nenhuma mulher foi lançada na disputa ao Palácio da Liberdade.

Negociações à esquerda em Minas

Parte do PSOL em Minas defende o lançamento de Maria da Consolação na disputa ao governo. Mas, por mais que a psolista queira se candidatar, alas do partido mostram resistência e apostam em alianças com outras siglas. 

Já no PT, o nome de Marília Campos, prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, chegou a ser cotado para a corrida ao Palácio da Liberdade. Mas o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT mineiro optou em janeiro por lançar a chefe do Executivo da cidade como pré-candidata ao Senado. (Especial para O HOJE)

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