Rússia dispara 50 mísseis e quase 300 drones em Kiev
O bombardeio aéreo, que deixou pelo menos um morto, acontece às vésperas do quarto aniversário da invasão russa
A Ucrânia voltou a registrar uma ofensiva aérea de grande escala na madrugada de domingo (22). Segundo a Força Aérea do país, a Rússia disparou 50 mísseis e lançou 297 drones contra diferentes regiões. As defesas antiaéreas interceptaram 33 mísseis e 274 drones. Ainda assim, 14 mísseis e 23 aeronaves não tripuladas atingiram 14 pontos distintos.
Na região de Kiev, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas, de acordo com o governador Mykola Kalashnyk. Cinco distritos registraram danos estruturais, com mais de doze casas atingidas. Na vila de Putrivka, no distrito de Fastiv, equipes de emergência trabalharam na retirada de vítimas presas sob escombros; oito pessoas, entre elas uma criança, foram resgatadas com vida.

A operadora estatal de rede elétrica, Ukrenergo, informou que o sistema elétrico voltou a ser alvo de bombardeios, o que levou à aplicação de cortes emergenciais em diversas regiões, inclusive na capital. Autoridades relataram impactos severos na infraestrutura energética, com blecautes registrados em meio ao período de frio no fim do inverno europeu. Em manifestação publicada no Telegram, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia “continua investindo mais em ataques do que em diplomacia”.
Na rede X o presidente ucraniano afirmou: “Desta vez, os alvos russos incluíram não apenas instalações de energia, mas também logística, em particular infraestrutura ferroviária e de abastecimento de água municipal”.

Conflito Rússia-Ucrânia completa quatro anos
Na Rússia, o Ministério da Defesa declarou ter destruído 86 drones ucranianos durante a noite. Em Luhansk, cidade sob controle russo, dois drones atingiram um depósito de petróleo, ferindo um guarda e provocando incêndio em um tanque de combustível.
O conflito entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos na terça-feira (24). Apesar de uma nova tentativa de mediação liderada pelos Estados Unidos no último ano, as negociações avançam com dificuldade. Moscou exige que Kiev abandone áreas da região de Donbas que ainda controla, condição rejeitada pelo governo ucraniano.